Crise da carne nos EUA fecha fábrica da Cargill e corta 221 empregos enquanto importações disparamImagens do circuito interno do terminal registraram o momento da chegada dos indígenas ao local. O episódio ocorre em meio a uma disputa envolvendo o Governo Federal e o CITA (Conselho Indígena Tapajós e Arapiuns). Os manifestantes alegam que o protesto foi organizado sob o argumento de que “os rios não são corredores de exportação” e afirmam que a ocupação seguirá até a revogação do Decreto 12.600 . window._taboola = window._taboola || []; _taboola.push({mode:'thumbnails-mid', container:'taboola-mid-article-thumbnails', placement:'Mid Article Thumbnails', target_type: 'mix'});O que diz a Cargill Em nota oficial, a Cargill afirmou que o conflito não é direcionado à empresa, mas decorre de um impasse entre comunidades indígenas e o governo. A companhia também destacou preocupação com a segurança de todos os envolvidos. Nota oficial da Cargill (íntegra): “A violência atual decorre de uma disputa em curso entre as autoridades governamentais e as comunidades indígenas, que interrompeu as operações no terminal de Santarém. Nossa principal preocupação é com a segurança de nossos funcionários, manifestantes e da comunidade ao nosso redor. Instamos as partes diretamente envolvidas a priorizarem a segurança, a se engajarem em um diálogo construtivo e a trabalharem em busca de uma solução que permita a retomada segura das operações e a continuidade do transporte de alimentos para onde são necessários” .A empresa reforça, portanto, que o terminal está com atividades suspensas e que aguarda uma solução negociada para restabelecer a normalidade operacional. Posição da Fiesp A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) também se posicionou sobre o caso, manifestando-se contrária à ocupação e demonstrando preocupação com os impactos ao setor produtivo. Nota da Fiesp (íntegra): “É inaceitável que uma empresa privada, que atua de forma regular, sob rígida observância da legislação e fiscalização permanente dos órgãos competentes, seja escolhida como alvo de ataques em razão de uma decisão de política pública federal cuja responsabilidade é exclusiva do Poder Executivo” .A entidade destacou que a empresa atua dentro da legalidade e que a responsabilização por decisões de política pública não deve recair sobre a iniciativa privada. Posição do Governo Federal Por meio de nota oficial encaminhada à Agência Brasil, a Secretaria-Geral da Presidência da República informou que acompanha a mobilização dos povos indígenas e indicou a possibilidade de criação de um grupo de trabalho interministerial para tratar da questão. Nota oficial do Governo Federal (íntegra): “As condições técnicas para a instalação de um grupo de trabalho interministerial – com a participação de órgãos federais e representantes indicados pelos povos indígenas da região, para organizar e conduzir os processos de consulta – já estão garantidas e, conforme acordado em reunião com as lideranças do movimento, aguarda o aval dessas lideranças, no momento em que julgarem adequado” .O governo sinaliza, portanto, que o caminho para solução do impasse passa pela formalização de um canal institucional de diálogo, com participação das lideranças indígenas. Indígenas ocupam terminal da Cargill : Impactos e desdobramentos A paralisação do terminal portuário em Santarém ocorre em uma região estratégica para o escoamento da produção agrícola, especialmente de grãos destinados à exportação. A interrupção das atividades pode gerar reflexos logísticos e comerciais, a depender da duração do impasse. Enquanto isso, o movimento indígena mantém a ocupação como forma de pressão política, defendendo a revogação do Decreto 12.600 e questionando o uso dos rios da região como rota de exportação. O caso segue em acompanhamento pelas autoridades, pela empresa e pelas lideranças envolvidas, em meio à busca por uma solução negociada que permita a retomada das operações e reduza o clima de tensão na região amazônica.
Indígenas ocupam terminal da Cargill no Pará, operação é interrompida; vídeo
Manifestantes invadem terminal portuário no Pará e mantêm ocupação indígena durante a noite; Cargill afirma que operação segue suspensa e cobra diálogo para retomada das atividades
Manifestantes invadem terminal portuário no Pará e mantêm ocupação indígena durante a noite; Cargill afirma que operação segue suspensa e cobra diálogo para retomada das atividades A ocupação do terminal privado da Cargill, em Santarém (PA), por manifestantes indígenas, elevou a tensão na região do Tapajós e resultou na interrupção das operações da empresa norte-americana. A ação teve início na última sexta-feira (20) e seguiu durante a noite de sábado (21), impactando diretamente o funcionamento da estrutura portuária utilizada para escoamento de grãos. De acordo com as informações publicadas, os manifestantes chegaram ao local e ocuparam a área do terminal, interrompendo as atividades logísticas. Segundo a empresa, a operação permanece interrompida . Clique aqui para seguir o canal do CompreRural no Whatsapp
Por: Redação





