• Segunda-feira, 30 de março de 2026

Irã destrói avião militar estratégico dos EUA na Arábia Saudita

E-3 Sentry no valor de R$ 1,35 bilhão foi atingido em base aérea; 12 militares ficaram feridos.

Um ataque iraniano com mísseis e drones destruiu uma aeronave E-3 Sentry, equipada com sistema Awacs (sigla em inglês para alerta e controle aéreo), dos Estados Unidos, na base aérea de Prince Sultan, na Arábia Saudita, e deixou ao menos 12 militares norte-americanos feridos — 2 em estado grave — no domingo (29.mar.2026).

Imagens que circulam nas redes sociais mostram o avião completamente destruído. Fotos verificadas pela AFP e citadas pelo New York Post indicam que a aeronave foi “partida ao meio” após o ataque. A CNN também confirmou a localização das imagens ao compará-las com registros de satélite da base saudita.

Equipado com sistema Awacs, o E-3 Sentry tem radar rotativo montado sobre a fuselagem. Esse equipamento permite monitorar grandes áreas do espaço aéreo e identificar ameaças a longa distância, além de coordenar operações de combate. Segundo analistas ouvidos pela CNN, a perda representa “um golpe sério” na capacidade dos EUA de vigilância e controle de batalhas na região.

“Isso pode afetar a capacidade dos EUA de controlar aeronaves de combate e protegê-las de ameaças hostis”, declarou o analista militar Cedric Leighton, ex-coronel da Força Aérea norte-americana.

O valor estimado da aeronave destruída é de US$ 270 milhões (cerca de R$ 1,35 bilhão na cotação atual). Especialistas afirmam que não há substitutos imediatos disponíveis. O modelo mais próximo, o E-7 Wedgetail, ainda está em desenvolvimento e tem custo estimado de US$ 700 milhões (aproximadamente R$ 3,5 bilhões).

Segundo a BBC, as imagens foram confirmadas a partir de elementos visuais como estruturas da base, marcas no solo e equipamentos próximos.

Autoridades ouvidas pelo The Wall Street Journal afirmam que o ataque envolveu ao menos um míssil e vários drones. A agência Fars, ligada à Guarda Revolucionária do Irã, disse que 1 drone Shahed atingiu diretamente o E-3.

Além da aeronave destruída, aviões de reabastecimento também foram atingidos. Ao menos 1 KC-135 pegou fogo. A base já havia sido alvo de outros ataques recentes.

Antes do bombardeio, os EUA tinham cerca de 16 aeronaves E-3 em operação, sendo 6 posicionadas na base saudita. Analistas avaliam que a perda reduz a capacidade americana de monitorar ameaças no Golfo e manter consciência situacional em tempo real.

O Comando Central dos EUA (CentCom) ainda não se manifestou oficialmente sobre o ataque.

O ataque dos EUA ao Irã foi realizado depois de semanas de tensão entre os 2 países. Em 19 de fevereiro, Trump afirmou que, em até 10 dias, saberia se deveria dar “um passo adiante” em relação a um ataque contra o país persa.

Depois, o republicano declarou que todos, incluindo o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, Dan Caine, consideram que uma eventual guerra contra o Irã resultaria em uma “vitória fácil” dos norte-americanos.

No discurso do Estado da União, em 24 de fevereiro, Trump disse que os EUA ainda não tinham ouvido o Irã pronunciar “aquelas palavras mágicas: ‘nunca teremos uma arma nuclear’”. No pronunciamento, o presidente norte-americano afirmou que o regime persa “já desenvolveu mísseis que podem ameaçar a Europa e as nossas bases no exterior, e está trabalhando para construir mísseis que, em breve, chegarão aos EUA”.

As declarações de Trump foram feitas enquanto o país realizava conversas diplomáticas com o Irã, que não resultaram em acordo.

Uma autoridade sênior do Irã disse à Reuters que o país estaria disposto a fazer concessões aos EUA se os norte-americanos reconhecessem o seu direito de enriquecer urânio para fins pacíficos e suspendessem as sanções econômicas.

Leia mais sobre o ataque de Israel e dos EUA ao Irã:

 

Por: Poder360

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