O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro adiou nesta 2ª feira (23.mar.2026) o julgamento de Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, e de Monique Medeiros pela morte de Henry Borel. A sessão foi interrompida depois que os advogados do ex-vereador deixaram o plenário. A juíza Elizabeth Louro remarcou o júri para 25 de maio.
Dr. Jairinho responde por homicídio qualificado, tortura e coação. Monique Medeiros é acusada de homicídio por omissão qualificado, tortura e coação. Henry Borel morreu em março de 2021. Tinha 4 anos. As acusações incluem agravantes por violência em ambiente familiar e contra menor de 14 anos.
A juíza classificou a saída dos advogados como “abandono ilegítimo” da sessão. A defesa do ex-vereador afirmou, em nota, que deixou o julgamento por não ter acesso à integralidade das provas do processo. Segundo os advogados, a situação inviabilizaria um julgamento justo.
Com o adiamento, a magistrada determinou a soltura de Monique Medeiros. A decisão considerou que a ré não contribuiu para a interrupção da sessão. Dr. Jairinho seguirá preso. Louro também determinou que a Ordem dos Advogados do Brasil apure eventual infração disciplinar dos advogados que deixaram o plenário.
Do lado de fora do tribunal, um grupo de manifestantes realizou um protesto pedindo justiça. Leniel Borel, pai da criança, acompanhou a sessão e chorou depois do adiamento do julgamento.





