O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conversou, na manhã desta 2ª feira (2.mar.2026), com o chefe da assessoria especial da Presidência, Celso Amorim, sobre a escalada nas tensões no Oriente Médio iniciada sábado (28.fev).
O ataque coordenado pelos Estados Unidos e por Israel matou o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei. Um dos temas da conversa foi o papel do Brasil como mediador da Declaração de Teerã.
O acordo, assinado pelo Brasil em 2010, visava regulamentar o programa nuclear iraniano. O documento foi rechaçado pelos Estados Unidos, além de ter sofrido sanções na ONU (Organização das Nações Unidas) por outros países ocidentais.
O enriquecimento de urânio no Irã é um dos motivos dos conflitos com os Estados Unidos.
As forças armadas norte-americanas invadiram o Irã no sábado (28.fev). A ação se deu depois de Israel bombardear Teerã, a capital iraniana. O presidente Donald Trump (Partido Republicano) afirmou que a operação visa derrubar o regime persa.
Israel bombardeou Teerã horas antes da invasão norte-americana. Os ataques atingiram áreas próximas ao escritório do aiatolá e prédios do governo.
A operação foi executada após semanas de tensão entre os 2 países. Trump declarou, em 19 de fevereiro, que saberia em até 10 dias se deveria dar “um passo adiante” em relação a um ataque ao Irã.
Em resposta, o país persa atacou bases dos Estados Unidos no Oriente Médio e lançou mísseis contra Israel depois do bombardeio na capital. Israel está em alerta vermelho, de acordo com a IDF (Forças de Defesa de Israel).
O Itamaraty condenou os ataques realizados pelos Estados Unidos e Israel. O Ministério das Relações Exteriores divulgou uma nota oficial solicitando que os envolvidos busquem soluções diplomáticas para o conflito.
“O governo brasileiro condena e expressa grave preocupação com os ataques realizados por Estados Unidos e Israel contra alvos no Irã. Os ataques ocorreram em meio a um processo de negociação entre as partes, que é o único caminho viável para a paz, posição tradicionalmente defendida pelo Brasil na região”, lê-se na nota.
O Itamaraty acrescentou: “O Brasil apela a todas as partes que respeitem o Direito Internacional e exerçam máxima contenção, de maneira a evitar a escalada de hostilidades e a assegurar a proteção de civis e da infraestrutura civil”.
O Itamaraty recomenda aos brasileiros que estejam atentos às orientações de segurança das autoridades locais nos países onde residem ou se encontrem.
Eis a íntegra da nota:
“O governo brasileiro condena e expressa grave preocupação com os ataques realizados no sábado (28.fev) por Estados Unidos e Israel contra alvos no Irã. Os ataques ocorreram em meio a um processo de negociação entre as partes, que é o único caminho viável para a paz, posição tradicionalmente defendida pelo Brasil na região.
“O Brasil apela a todas as partes que respeitem o Direito Internacional e exerçam máxima contenção, de maneira a evitar a escalada de hostilidades e a assegurar a proteção de civis e da infraestrutura civil.
“As embaixadas do Brasil na região acompanham os desdobramentos das ações militares, com particular atenção às necessidades das comunidades brasileiras nos países afetados. Recomenda-se aos brasileiros que estejam atentos às orientações de segurança das autoridades locais nos países onde morem ou se encontrem.
O embaixador do Brasil em Teerã está em contato direto com a comunidade brasileira, a fim de transmitir atualizações sobre a situação e orientações de segurança.”





