A CGT (Confederação Geral do Trabalho), maior central sindical da Argentina, convocou nesta 2ª feira (16.fev.2026) uma greve geral de 24 horas contra a reforma trabalhista proposta pelo presidente Javier Milei (La Libertad Avanza, direita). O anúncio foi feito depois do projeto ter sido aprovado pelo Senado argentino na madrugada da última 5ª feira (12.fev.2026) por 42 votos a favor e 30 contra.
A paralisação nacional será feita quando a Câmara dos Deputados iniciar as discussões sobre o projeto, previstas para serem realizada antes do final de fevereiro. Os trabalhadores interromperão suas atividades laborais sem realizar manifestações nas ruas.
O governo argentino espera que a proposta seja votada no plenário da Câmara dos Deputados em 25 de fevereiro e aprovada até 1º de março, data em que Milei inaugurará o período de sessões ordinárias do Congresso.
A tensão entre sindicatos e governo aumentou depois da aprovação no Senado. Na 4ª feira (11.fev.2026), um dia antes da votação, manifestantes contrários à reforma entraram em confronto com policiais nas ruas de Buenos Aires.
O texto aprovado pelos senadores pode ainda receber modificações durante sua tramitação na Câmara baixa. Se aprovada conforme o cronograma previsto, a reforma representará uma das maiores mudanças na legislação trabalhista argentina em décadas, alterando regras que, em sua maioria, foram estabelecidas nos anos 1970.
A reforma modifica aspectos fundamentais como contratação, férias, jornada de trabalho e negociação coletiva. Os sindicatos, liderados pela CGT, formam o principal grupo de oposição às mudanças propostas pelo governo Milei.





