• Domingo, 5 de abril de 2026

Marina Silva fica na Rede e se coloca à disposição para disputar o Senado

Ex-ministra disse que segue no partido pelo comprometimento com a construção de “um campo democrático plural”.

A deputada federal e ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva confirmou neste sábado (4.abr.2026) sua permanência na Rede e se colocou à disposição para concorrer ao Senado por São Paulo. Marina divulgou uma nota na qual afirma que a decisão de seguir no partido que ajudou a fundar se deu depois de “cuidadosa e comprometida reflexão”. Eis a íntegra da nota (PDF – 41,5 kB).

Segundo o documento, a escolha de Marina por se manter na Rede representa o compromisso com “a restauração dos princípios e valores da REDE”.

A possível candidatura ao Senado seria em composição com a senadora Simone Tebet (PSB), em palanque de apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT).

Dirigentes do PT avaliam que a filiação pesa na divisão de espaço e no tamanho da participação de cada legenda. Uma ala considera que Marina Silva pode integrar a composição mesmo permanecendo na Rede Sustentabilidade, enquanto outra vê como improvável sua priorização sem rearranjo partidário. Tebet, por exemplo, mudou de partido para viabilizar a composição de chapa.

O presidente do PT paulista, Kiko Celeguim, disse ao Poder360 que partidos com maior peso político tendem a reivindicar protagonismo. Ele afirmou que a federação entre Rede e Psol é um ativo nas negociações, mas não resolve disputas internas. Sobre Marina, declarou que ela “tem espaço” na chapa, enquanto o vice-presidente Jilmar Tatto disse que ela pode disputar o Senado mesmo permanecendo na Rede.

“Decidi permanecer na REDE como uma forma de reafirmar meu compromisso com a construção de um campo democrático plural, diverso e dedicado a criar um novo ciclo de prosperidade, que seja capaz de promover justiça social, respeito à diversidade, à democracia e à sustentabilidade”, diz outro trecho do documento.

Marina afirmou na 4ª feira (1º.abr.), em conversa com jornalistas, que foi cortejada por PSB, Psol, PC do B, PDT e PT.

Fundadora do Rede Sustentabilidade, Marina Silva criou a legenda em 2013 depois de deixar o PV (Partido Verde), com a proposta de estruturar um partido voltado à sustentabilidade, à renovação política e à pluralidade interna. 

A sigla foi formalizada em 2015 e se consolidou como uma das principais expressões do campo ambientalista no país, elegendo nomes como Randolfe Rodrigues, Fabiano Contarato, Flávio Arns e Styvenson Valentim.

A disputa interna no partido envolve o controle da direção partidária e divergências sobre o rumo da legenda. De um lado, o grupo ligado à ex-senadora Heloísa Helena, que preside o partido, defende maior autonomia e uma linha menos alinhada ao governo.

De outro, aliados de Marina Silva criticam mudanças no estatuto aprovadas pela direção. Dizem que houve intervenção em instâncias partidárias e enfraquecimento da estrutura original.

Por: Poder360

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