Mestres da doma: quem são os ícones que mudaram o jeito de treinar cavalos
Da doma tradicional ao horsemanship moderno, conheça os treinadores que transformaram o treinamento com técnica, respeito e conexão com o cavalo.
Da doma tradicional ao horsemanship moderno, conheça os treinadores que transformaram o treinamento com técnica, respeito e conexão com o cavalo. A doma evoluiu. E essa mudança não aconteceu por acaso. Durante décadas, a prática de treinar cavalos foi associada a métodos duros, imposição de força e “quebra” do animal como sinônimo de resultado. Mas o tempo provou algo que os melhores horsemen do mundo repetem há gerações: cavalo não aprende bem no medo — ele aprende na confiança. Foi nesse cenário que surgiram nomes que transformaram a história do horsemanship. Cada um com sua filosofia, suas técnicas, sua forma de ensinar e até seu público. Alguns são mais sutis e silenciosos. Outros mais diretos e objetivos. Mas todos carregam um ponto em comum: a doma de verdade não é dominar o cavalo, é construir parceria.
E o Brasil, cada vez mais, também ocupa espaço nessa conversa. Hoje, há profissionais renomados que difundem a doma racional e mostram, na prática, que resultado e bem-estar não são opostos — são parte do mesmo caminho. window._taboola = window._taboola || [];
_taboola.push({mode:'thumbnails-mid', container:'taboola-mid-article-thumbnails', placement:'Mid Article Thumbnails', target_type: 'mix'});Quando falamos em mestres da doma no mundo, estamos falando de treinadores que influenciaram gerações, criaram métodos, escolas e deixaram uma marca que atravessa países, modalidades e até culturas. A seguir, seis referências globais que aparecem com frequência quando o assunto é treinamento moderno e comunicação com o cavalo. Monty Roberts: a base do respeito e o cavalo como escolha, não como imposiçãoMonty Roberts é conhecido por defender uma doma baseada em leitura de comportamento e linguagem corporal do cavalo. Seu nome ganhou força mundial por mostrar que o cavalo pode aceitar o humano por confiança, e não por medo. Seu grande diferencial está na filosofia: o cavalo se conecta quando se sente seguro, e a relação se constrói muito antes da montaria. Para ele, a doma começa no chão: na postura, na energia, na forma como você conduz e no quanto o cavalo se sente ouvido. É uma abordagem que conquistou muitos praticantes por transformar a doma em algo mais “limpo”: com menos confronto, menos desgaste e muito mais clareza.
Foto: @montyrobertsBuck Brannaman: o “feel” que separa o bom do excelenteBuck Brannaman representa uma escola que valoriza a precisão e o domínio do tempo. No horsemanship, existe um termo que define muito bem essa filosofia: feel — a sensibilidade para perceber o cavalo em detalhes. O trabalho dele se destaca porque não se trata apenas de executar exercícios, mas de enxergar o cavalo por dentro: como ele pensa, como ele reage, onde ele trava, em que momento ele se desconecta e quando ele está pronto para avançar. Buck se tornou referência por um estilo firme, mas extremamente técnico: quem observa com atenção percebe que a maior força aplicada ali é o controle emocional e o timing perfeito.
Foto: buckbrannamanmidwestPat Parelli: método popular e linguagem acessível para treinar melhorPat Parelli ficou marcado por organizar o horsemanship em um formato didático, acessível e replicável, o que ajudou milhares de cavaleiros e proprietários a evoluírem.
A grande contribuição de Parelli para o mundo da doma moderna foi mostrar que o cavalo precisa entender antes de obedecer, e que o ser humano precisa dominar a base no chão para depois cobrar resultado montado. Seu estilo é prático e estruturado, o que facilita para quem está começando ou para quem quer “encaixar as peças” do treino com mais lógica. Foto: paintedoakphotographyRay Hunt: o professor da equitação leve e do cavalo feliz no trabalhoRay Hunt é um dos nomes mais influentes do horsemanship moderno e é lembrado por ensinar algo que muita gente demorou a aceitar: um cavalo leve não é um cavalo fraco, é um cavalo bem treinado. Sua filosofia gira em torno de sensibilidade, equilíbrio e comunicação. O objetivo não é forçar o cavalo a obedecer, mas criar um animal que responde com suavidade porque confia e entende a proposta.
Ray Hunt ajudou a mudar o olhar do cavaleiro: sair do “manda quem pode” e ir para o “conduz quem sabe”. Para muitos treinadores, ele foi um divisor de águas. Foto: dawsonphotographyWarwick Schiller: horsemanship moderno com foco na mente do cavalo e do cavaleiroWarwick Schiller representa uma fase mais contemporânea do horsemanship: um treinamento que conecta técnica, comportamento, emoção e ambiente.
Ele reforça que o cavalo não é uma máquina. O cavalo é um ser emocional e sensível, e as reações não surgem do nada. Por isso, o treino precisa considerar:
rotina e contexto
nível de estresse do animal
confiança no manejo
clareza da comunicação
Essa visão tem ganhado força porque aproxima o horsemanship do mundo real: do cavalo que trabalha, do cavalo que compete, do cavalo que convive com pessoas — e que precisa estar bem da cabeça para render no corpo.
Foto: @WarwickSchillerClinton Anderson: treinamento direto, seguro e objetivoClinton Anderson se consolidou como um treinador de abordagem firme e extremamente prática. Seu foco costuma ser muito claro: controle com segurança, especialmente na fase de base e no manejo do dia a dia. Ele é muito lembrado por insistir em um princípio fundamental: se você controla os pés do cavalo, você controla o cavalo. Isso significa trabalhar deslocamento, respeito no chão, resposta aos comandos e disciplina sem briga. Para muita gente, Clinton é referência justamente por ensinar o que resolve problema de verdade: cavalo puxando, cavalo batendo de frente, cavalo que não respeita espaço, cavalo inseguro. É um horsemanship que prioriza o funcional. Foto: horseillustratedEmbora tenham estilos e escolas diferentes, existe algo que une esses mestres: ✅ Respeito ao cavalo ✅ Leitura corporal e emocional ✅ Construção de confiança ✅ Treino progressivo, com clareza A doma moderna não significa ausência de pressão — significa pressão inteligente. Ou seja: você pede, o cavalo tenta, você alivia. Ele aprende porque entende e porque o corpo dele se organiza para responder. Esse é o ponto-chave. Sem alívio, vira briga. Sem clareza, vira confusão. Sem respeito, vira trauma. E trauma, no cavalo, custa caro: em saúde, desempenho, segurança e tempo perdido. O Brasil possui domadores renomados em diferentes modalidades e regiões, e cada vez mais cresce a força da doma racional — uma filosofia que prioriza o bem-estar e a comunicação com o animal. Abaixo, alguns dos principais nomes citados como referência nacional, com trajetórias marcadas por técnica e influência no meio. Eduardo Moreira: um dos “encantadores de cavalos” mais conhecidos do BrasilEduardo Moreira é um dos nomes brasileiros mais conhecidos quando o assunto é doma não violenta, com uma abordagem que ganhou destaque por priorizar respeito, leitura corporal e comunicação gestual com o cavalo. Apesar de também ser reconhecido nacionalmente por sua atuação como economista e empresário, ele se tornou referência no meio equestre ao defender métodos modernos inspirados no horsemanship, com forte influência do trabalho de Monty Roberts. Um acidente sério durante a montaria, o levou a buscar entendimento mais profundo sobre comportamento equino e formas de treinamento sem confronto. A partir daí, ele passou a estudar e difundir princípios de doma racional baseados na confiança, mostrando que o cavalo pode aprender com clareza e parceria — sem precisar ser “quebrado” pela força. Com repercussão que ultrapassou o Brasil, Eduardo Moreira também recebeu reconhecimento internacional por sua defesa da eliminação de práticas violentas no treinamento, consolidando seu nome como um dos principais divulgadores dessa filosofia no país. Foto: @eduardomoreirarealMarcos Braga Silveira de Ávila: destaque no Cavalo Crioulo e reconhecimento recenteNo universo do Cavalo Crioulo, Marcos Braga Silveira de Ávila se consolidou como um dos profissionais mais respeitados da atualidade. Ele se destacou com reconhecimento como “Domador do Ano” em 2024, reforçando seu protagonismo em um dos meios mais exigentes do Brasil, onde o cavalo precisa ser completo: trabalhador, forte, equilibrado e confiável. Foto: ABCCCPaulo Roberto Mendes (“Paulinho”): décadas de estrada e a escola do manejo raizCom mais de 40 anos de experiência em Barretos, Paulinho representa uma geração de domadores marcada por vivência intensa e lida pesada. O estilo tradicional muitas vezes carrega a fama de ser “duro”, mas o que diferencia um grande domador é a mão: saber o momento de agir, o momento de esperar e o momento de não insistir demais. E essa experiência de estrada, quando bem aplicada, pode formar cavalos extremamente confiáveis e valentes — aqueles que encaram trabalho e arena sem perder a cabeça. Foto: DivulgaçãoEduardo Borba: pioneiro da doma racional e uma lenda viva no BrasilEduardo Borba é considerado um dos maiores nomes da doma racional brasileira. Com décadas de experiência, ele se tornou referência por difundir métodos modernos e consolidar uma visão que hoje é quase consenso entre os melhores: cavalo bom não nasce pronto — cavalo bom é educado com consistência. Sua atuação como instrutor e formador influenciou gerações, e seu nome é tratado como um marco para quem estuda doma no Brasil. Foto: Beef PointMarcos Horta: técnica, estudo e cursos voltados ao treinamento de rédeasMarcos Horta é reconhecido como instrutor e domador especializado em manejo geral e treinamento de rédeas, com uma trajetória que inclui busca por conhecimento fora do país e aplicação em cursos e treinamentos. Essa vivência internacional ajudou a fortalecer uma linha de trabalho que une fundamentos no chão, clareza na montaria e evolução consistente do cavalo, sem atalhos. Foto: @marcoshortaLeonardo Feitosa Marinho: doma racional com visão técnica e bem-estar animalLeonardo Feitosa Marinho reúne dois pontos que ganham força no Brasil: o olhar técnico e o foco no bem-estar. Como médico veterinário e instrutor, ele aplica a doma racional com atenção ao comportamento, à linguagem corporal e à forma como o cavalo interpreta estímulos e pressão. É um trabalho que reforça uma verdade simples e poderosa: um cavalo relaxado aprende mais rápido, guarda melhor e erra menos.Foto: @Leonardo Feitosa HorsemanshipQuando a doma é bem feita, o cavalo muda por dentro. Ele passa a:
confiar no humano
responder sem explodir
aceitar estímulos com calma
lidar melhor com ambiente, barulho e pressão
entregar desempenho com mais constância
E isso não tem a ver com “moleza”. Tem a ver com inteligência de treino. Porque o cavalo que faz tudo “na marra” pode até executar. Mas ele executa tenso. E tensão vira erro.
Por: Redação
Artigos Relacionados:
Starlink dispara em 2025 e conecta milhões — transformando o agro, a saúde e a educação no mundo
há 2 horas
Secex: exportação de carne bovina em 13 dias úteis de fevereiro supera fev/2025
há 3 horas
Costa Filho diz que será apresentado para Lula cronograma sobre Tecon Santos 10
há 3 horas
Balança comercial tem superávit de US$ 2,070 bilhões na 3ª semana de fevereiro
há 3 horas
Nos EUA, venda de suínos beira recorde; ausência da China pesa sobre carne bovina
há 3 horas
Abertura Oficial da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas começa nesta terça-feira
há 3 horas
Moraes manda PM explicar visitas a Torres fora do horário
há 4 horas
Volume de soja inspecionado para exportação nos EUA recua 44,9%
há 4 horas
Suprema Corte dos EUA derruba tarifas e reacende expectativa de recuperação das exportações brasileiras de máquinas
há 4 horas
Mapa amplia agenda estratégica na Ásia com acordos de cooperação firmados na Coreia do Sul
há 5 horas
Entenda por que a invasão de um terminal da Cargill no Pará colocou o setor do agro em alerta máximo
há 6 horas
Com novo líder na PBR, disputa pelo título de melhor peão do mundo fica ainda mais acirrada
há 6 horas
ALERTA MÁXIMO: chuva pode ultrapassar 350 mm no Brasil com ventos de até 100 km/h
há 6 horas
Incêndios devastam 114 mil hectares nos EUA e deixam pecuaristas sem pasto
há 6 horas
Dr. Peyo: o cavalo que trocou as arenas para confortar pacientes terminais
há 6 horas
Conheça os peixes que dominam as vendas na Quaresma e como escolher o melhor
há 6 horas
Mapa cria canal exclusivo para notificação de suspeitas de novas pragas
há 6 horas
Escoamento de soja pelo Pará enfrenta gargalo com fila de 7 km no Porto de Miritituba
há 6 horas
Manejo nutricional no Matopiba: a estratégia para blindar a produtividade contra o estresse térmico
há 7 horas
Safras & Mercado vê queda de 11,5% na produção de algodão no Brasil
há 7 horas
Exportadores dos EUA reportam vendas de 125 mil t de milho à Colômbia
há 7 horas
Empregos formais na saúde subiram 20,5% em 5 anos
há 7 horas
Criadores são alertados sobre falsificação na identificação da raça Pêga
há 8 horas
Cotribá interrompe processo de Recuperação Judicial; saiba o que muda agora
há 8 horas
Atto Sementes vence pela segunda vez consecutiva o Mereo Awards na categoria Performance
há 9 horas
Fundos elevam aposta na alta da soja na CBOT na semana até 17 de fevereiro
há 10 horas
Entidades repudiam invasão de indígenas ao terminal da Cargill no Pará
há 10 horas
Turismo rural: uma alternativa de ouro para o mercado de terras no Brasil
há 11 horas
Mercado reduz previsão da inflação para 3,91% este ano
há 11 horas
3 cervejas brasileiras ganham ouro no maior concurso do mundo e entram no topo do ranking global
há 11 horas
Explosão atinge empresa de grãos no interior de São Paulo
há 11 horas
SRB repudia invasão ao terminal da Cargill em Santarém e cobra ação do governo
há 11 horas
Brasil está trabalhando para ter acesso ao mercado de carne da Coreia, diz Lula
há 11 horas
Plantio de soja: Erro na escolha dos discos pode custar caro na produtividade
há 11 horas
Starlink tem promoção com kit Mini grátis e desconto de 25% no Brasil, com foco no agro
há 12 horas
Brasil e Índia avançam em cooperação agrícola e discutem ampliação de comércio bilateral
há 12 horas
Em meio à crise da carne, EUA perdem 15 mil fazendas e 1 milhão de hectares em 2025
há 12 horas
Governo suspende licitação no Tapajós após ocupação indígena na Cargill
há 12 horas
Lula: quando Coreia do Sul quiser consumir proteína, Brasil atenderá à demanda
há 13 horas
FPA: invasão no terminal da Cargill no PA ‘é incompatível com Estado Democrático’
há 13 horas
Luto no Mangalarga Marchador: Neon Cristal PVB deixa legado de campeões e excelência genética
há 13 horas
Por que bovinos confinados tendem a reduzir o consumo em altas temperaturas?
há 13 horas
OAB manda carta a Fachin pedindo fim do inquérito das fake news
há 13 horas
Brasil habilita 40 plantas de pet food para exportação à Costa Rica
há 13 horas
Gerente de fazenda é assassinado após briga por sal de gado
há 13 horas
Portos argentinos de grãos operam normalmente após fim da greve
há 13 horas
Margem ao produtor de feijão melhora neste começo de ano
há 13 horas
Em Seul, Lula anuncia acordos comerciais com a Coreia do Sul
há 14 horas
Demanda externa e incerteza climática sustentam avanço no preço da soja
há 14 horas
Ministro Fávaro participa da inauguração do primeiro escritório da ApexBrasil na Índia
há 14 horas
Vendedores firmes sustentam alta nos preços do milho
há 14 horas
Dino suspende processo de privatização da Celepar
há 14 horas
Com alíquota igual para todos nos EUA, Brasil não perde competitividade, afirma Alckmin
há 14 horas
Boi gordo atinge R$ 360/@, indicador sobe mais de 5% e pode testar novos recordes