O Ministério de Minas e Energia (MME) oficiou a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), órgão do Ministério da Justiça e Segurança Pública, uma investigação para apurar possíveis práticas abusivas na comercialização do gás liquefeito de petróleo (GLP), o gás de cozinha. A solicitação foi enviada nessa quinta-feira (2).
O pedido foi feito após registros de comercialização por meio de leilões em áreas de elevada demanda com ágios que passam os 100% em relação aos preços praticados pelo mercado. “Essa dinâmica pode provocar encarecimento do combustível e gerar impactos ao consumidor”, disse.
A pasta também destaca que os pregões ocorrem em meio a forte volatilidade no mercado internacional de petróleo, impulsionada pela guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã. O conflito resulta no fechamento do estreito de Ormuz, por onde passam 20% da produção global do petróleo, impactando a oferta da commodity e encarecendo o barril.
“Nesse contexto, o Governo do Brasil tem reforçado o monitoramento da cadeia de abastecimento de combustíveis para ampliar a transparência na formação de preços e coibir práticas abusivas no setor”, escreveu o MME.
Apesar da pasta não citar, o leilão referenciado foi realizado pela Petrobras na última terça-feira (31). Em uma entrevista à TV Record Bahia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse que o pregão foi feito apesar da orientação do governo e da própria Petrobras para que não houvesse aumento no preço do GLP.
“Foi feito um leilão, eu diria que uma cretinice, bandidagem, que fizeram. As pessoas sabiam da orientação do governo, da Petrobras, de não aumentar o GLP. Pois fizeram um leilão contra a vontade da direção”, afirmou.
Segundo o presidente, a operação será anulada. “Nós vamos rever esse leilão, vamos anular, porque o povo pobre não vai pagar essa conta”, completou.





