O ministro de Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou em seu perfil na rede social X (antigo Twitter), nesta 2ª feira (2.mar.2026), que a organização extremista Hezbollah “pagará um preço alto por ter atacado Israel”. O ministro também declarou que o secretário-geral do Hezbollah, Naim Qassem, agora é um “alvo específico a ser neutralizado”.
A declaração foi feita depois de o grupo ter reivindicado o lançamento de foguetes contra o norte de Israel, em resposta à morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei. Na publicação, Katz afirmou ainda que “qualquer um que seguir o caminho de Khamenei logo se encontrará com ele nas profundezas do inferno”.
Segundo o diplomata, ele e o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu (direita, Likud) instruíram as Forças de Defesa a “agirem com firmeza contra o Hezbollah” com o objetivo de “esmagar e derrotar o regime terrorista iraniano e neutralizar suas capacidades”. O ministro acrescentou que Israel não retornará às “regras de tiro anteriores a 7 de outubro” e que o país defenderá “com todas as suas forças” os moradores do norte e todos os cidadãos israelenses.

Ele também citou a “Operação Rugido do Harrier”, conhecida como “Operação Rugido do Leão”, como parte da estratégia para eliminar ameaças ao Estado de Israel e permitir que, segundo suas palavras, os cidadãos iranianos “se levantem contra o regime e o derrubem”.
Segundo as Forças de Defesa de Israel, cerca de 200 caças participaram da ação, que teve mais de 500 alvos militares.
Foram empregados os caças F-15C/D/I, F-16C/D/I e F-35I. Também participaram aeronaves KC-707, utilizadas para reabastecimento em voo, e o G550 CAEW, voltado ao alerta aéreo antecipado e guerra eletrônica.
O ataque dos EUA ao Irã foi realizado depois de semanas de tensão entre os 2 países. Em 19 de fevereiro, Trump afirmou que, em até 10 dias, saberia se deveria dar “um passo adiante” em relação a um ataque contra o país persa.
Depois, o republicano declarou que todos, incluindo o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, Dan Caine, consideram que uma eventual guerra contra o Irã resultaria em uma “vitória fácil” dos norte-americanos.
No discurso do Estado da União, na 3ª feira (24.fev), Trump disse que os EUA ainda não tinham ouvido o Irã pronunciar “aquelas palavras mágicas: ‘nunca teremos uma arma nuclear’”. No pronunciamento, o presidente norte-americano afirmou que o regime persa “já desenvolveu mísseis que podem ameaçar a Europa e as nossas bases no exterior, e está trabalhando para construir mísseis que, em breve, chegarão aos EUA”.
As declarações de Trump foram feitas enquanto o país realizava conversas diplomáticas com o Irã, que não resultaram em acordo.
Uma autoridade sênior do Irã disse à Reuters que o país estaria disposto a fazer concessões aos EUA se os norte-americanos reconhecessem o seu direito de enriquecer urânio para fins pacíficos e suspendessem as sanções econômicas.
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