O agronegócio brasileiro se despede de um de seus maiores visionários. Morreu nesta segunda-feira (6), aos 78 anos, o pecuarista Luciano Borges Ribeiro. Titular do Rancho da Matinha, Ribeiro era uma figura central na pecuária seletiva e referência nacional no desenvolvimento da raça Nelore. O velório foi realizado nesta terça-feira (7), em Uberaba, no Triângulo Mineiro, polo histórico da genética zebuína.
A história de Luciano Borges com a terra começou na década de 1970. Ao longo de cinco décadas, ele não apenas testemunhou a modernização do campo, mas foi um de seus principais protagonistas. Em 1985 introduziu a genética Nelore no pastejo rotacionado, uma técnica de manejo que ainda gerava desconfiança entre os produtores da época, mas que se provou fundamental para o aumento da produtividade e sustentabilidade nas décadas seguintes.
Associado à Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) desde 2009, o pecuarista teve um papel determinante na consolidação do PMGZ (Programa de Melhoramento Genético de Zebuínos). Seu foco em métricas, eficiência alimentar e precocidade transformou o Rancho da Matinha em um celeiro de genética superior.
Em 2022, sua contribuição foi formalmente celebrada com o Mérito ABCZ ExpoGenética, uma das honrarias mais prestigiadas do setor, entregue a quem dedica a vida ao avanço da pecuária nacional.
Em nota oficial publicada nas redes sociais, a equipe do Rancho da Matinha prestou uma homenagem ao fundador, destacando seu lado humano e mentor. "O Dr. Luciano não foi apenas o criador de uma marca… ele foi o coração por trás de tudo que a Matinha representa hoje. Foram 50 anos de história… iniciados por um jovem sonhador que acreditou onde muitos duvidaram. Ele acreditava no potencial das pessoas, investia, ensinava e motivava".
Luciano deixa a esposa, Vicky Consoni, e suas três filhas: Fernanda, Letícia e Júlia.





