O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, respondeu críticas internacionais à intervenção militar dos EUA na Venezuela em janeiro de 2026 e disse que a desaprovação de aliados “não muda nada” porque a ação foi guiada pelo interesse nacional norte-americano.
Em declaração na Eslováquia, no último domingo (15.fev.2026), Rubio admitiu que “muitos países não gostaram do que fizemos na Venezuela”, em referência à operação militar de 3 de janeiro que resultou na captura do então presidente Nicolás Maduro (PSUV, esquerda), mas minimizou as críticas: “Tudo bem. Foi em nosso interesse nacional. E daí?”, afirmou.
Rubio disse que divergências em política externa são naturais e não significam o fim das relações, nem impedem parcerias ou cooperação futura entre os EUA e países aliados. “Os países expressam sua opinião o tempo todo”, afirmou, defendendo que posições contrárias não alteram as prioridades de Washington.
O secretário de Estado dos EUA ainda afirmou que a operação foi um “sucesso” e era necessária em nome do combate ao narcoterrorismo. Segundo ele, após semanas de intervenção, a situação na Venezuela já apresenta melhorias, embora ainda existam desafios a enfrentar.
Assista (1min5s):
Forças militares dos Estados Unidos capturaram Maduro e a primeira-dama Cilia Flores em uma operação noturna em Caracas, em 3 de janeiro de 2026. A missão durou cerca de 2 horas e 20 minutos. O casal foi levado aos EUA para responder a acusações de narcoterrorismo, tráfico de drogas e crimes com armas.
A ação provocou reações negativas em diversos países. Governos de nações como Brasil, México e Espanha emitiram declarações conjuntas manifestando preocupação com a violação da soberania venezuelana e pedindo respeito ao direito internacional.
A vice-presidente Delcy Rodríguez (PSUV) assumiu a presidência interina 2 dias depois, com apoio de Washington. Ela negocia diretamente com a Casa Branca, mas sustenta publicamente que Maduro “ainda é o presidente legítimo” da Venezuela.
Eleições estão condicionadas à estabilização política. Tanto Trump quanto o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez (PSUV), irmão de Delcy, rejeitaram um pleito no curto prazo.





