• Quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Escola que homenageou Lula, Acadêmicos de Niterói é punida pela Liesa

Acadêmicos de Niterói teve problemas para retirar carros alegóricos da Sapucaí, impactando o desfile da Imperatriz.

A Acadêmicos de Niterói, escola de samba que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), foi punida, nesta 4ª feira (18.fev.2026), por problemas na dispersão de seu desfile na Marquês de Sapucaí. Foi multada em R$ 80 mil, mas não perderá pontos, segundo a Liesa (Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro). A Portela foi punida pelo mesmo motivo.

Estreante no Grupo Especial, a Niterói foi a primeira desfilar no domingo (15.fev.2026). Ela levou para a avenida o enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”.

A agremiação teve dificuldades para retirar seus carros alegóricos da Praça da Apoteose ao final do desfile. Isso prejudicou a dispersão da Imperatriz Leopoldinense, que desfilou logo em seguida, e atrasou em mais de 1 hora o desfile da Portela. A Mangueira, prevista para entrar às 2h30 na Sapucaí, começou a desfilar por volta das 4 horas da manhã, encerrando a primeira noite de desfiles já com o sol raiando.

Há 2 portões de saída na dispersão da Sapucaí. A retirada dos carros alegóricos deve ocorrer de maneira alternada ao longo do desfile, de modo a não impedir a evolução das escolas. Problemas na dispersão são relativamente comuns no Carnaval do Rio, devido a uma complexa manobra em curva, realizada em uma via estreita, que é necessária para sair do Sambódromo. No entanto, as dificuldades costumam ser rapidamente contornadas.

Na segunda-feira (19.fev.2026), a Imperatriz emitiu uma nota oficial afirmando que “teve sua evolução impactada devido a um problema na dispersão provocado por alegorias da escola que a antecedeu na ordem de apresentação”. 

Segundo a “Princesinha de Ramos”, 3 carros da Acadêmicos de Niterói bloquearam sua passagem, que ficou paralisada por cerca de 5 minutos na avenida. O problema foi imediatamente relatado à Liesa.

“A Imperatriz reforça que cumpriu seu planejamento e que o ocorrido é alheio à responsabilidade da agremiação”, diz a nota.  “Diante dos prejuízos causados, a escola avalia as providências cabíveis para resguardar seus direitos no processo de apuração.”

Um dos 9 quesitos avaliados pelos julgadores do Grupo Especial é a Evolução, isto é, a fluidez com que a escola atravessa a Marquês de Sapucaí. Buracos entre as alas e mudanças bruscas no ritmo com que os componentes atravessam a avenida ao longo do desfile podem custar pontos cruciais às agremiações.

Por: Poder360

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