Novo fundo de R$ 200 milhões começa a comprar fazendas no Brasil e quer mudar o financiamento do agro
Gestora Exa Capital anunciou estrutura baseada em Fiagro e permitirá aquisição de terras agrícolas e arrendamento para produtores, oferecendo liquidez em um momento de crédito mais restrito no campo.
Gestora Exa Capital anunciou estrutura baseada em Fiagro e permitirá aquisição de terras agrícolas e arrendamento para produtores, oferecendo liquidez em um momento de crédito mais restrito no campo. O mercado de investimentos no agronegócio brasileiro acaba de ganhar um novo instrumento financeiro que promete ampliar o acesso a capital no campo e reforçar o papel das terras agrícolas como ativos estratégicos. A gestora Exa Capital anunciou a criação de um fundo de R$ 200 milhões voltado exclusivamente para investimentos em propriedades rurais, estruturado por meio de um Fiagro (Fundo de Investimento nas Cadeias Produtivas do Agronegócio). A iniciativa será realizada em parceria com a Fibra Asset, gestora ligada ao Banco Fibra, e marca a estreia da Exa Capital no segmento de aquisição de terras agrícolas como estratégia de investimento, conforme apurado pelo Compre Rural. O fundo terá prazo de duração de dez anos e deve concentrar investimentos em regiões consideradas estratégicas para a produção agropecuária no país.
Novo fundo de R$ 200 milhões começa a comprar fazendas e a proposta surge em um momento em que o agronegócio brasileiro vive restrições de crédito, margens pressionadas e necessidade de novas fontes de financiamento, fatores que têm levado produtores e investidores a buscar modelos alternativos para viabilizar capital e expansão das atividades no campo. window._taboola = window._taboola || [];
_taboola.push({mode:'thumbnails-mid', container:'taboola-mid-article-thumbnails', placement:'Mid Article Thumbnails', target_type: 'mix'});Como funciona o modelo que compra a fazenda e arrenda ao produtor O principal mecanismo adotado pelo fundo será o chamado sale and leaseback, modelo financeiro já utilizado em diversos mercados internacionais e que começa a ganhar espaço no agronegócio brasileiro. Na prática, o funcionamento é relativamente simples:
o produtor vende a fazenda ao fundo de investimento;
recebe o valor da venda imediatamente, transformando o patrimônio em capital líquido;
continua utilizando a área normalmente, por meio de um contrato de arrendamento.
Esse formato permite que o produtor libere recursos sem precisar interromper a produção agrícola, mantendo suas operações enquanto reorganiza finanças, paga dívidas ou investe em novas safras. Além disso, a estrutura do fundo prevê que o produtor tenha opção de recomprar a propriedade no futuro, mediante pagamentos periódicos estabelecidos no contrato. Segundo os gestores do projeto, esse modelo pode ser especialmente relevante em períodos de volatilidade financeira no setor, quando o acesso ao crédito tradicional fica mais restrito.
Investidores ganham com renda e valorização das terras Para quem investe no fundo, o retorno esperado virá de duas fontes principais: 1️⃣ pagamento do arrendamento feito pelos produtores 2️⃣ valorização das terras agrícolas ao longo do tempoEsse modelo combina renda recorrente com potencial de ganho patrimonial, já que a valorização das propriedades rurais tem sido uma tendência observada em diversas regiões produtoras do Brasil. Caso o produtor não exerça o direito de recompra da fazenda ao final do prazo do fundo, a gestora poderá vender o ativo no mercado e capturar o ganho de valorização da terra.
Novo fundo de R$ 200 milhões começa a comprar fazendas: Regiões prioritárias para investimentos A estratégia de alocação prevê a compra de entre cinco e sete propriedades rurais, normalmente com áreas entre 1 mil e 3 mil hectares. As aquisições devem ocorrer principalmente em estados com forte presença do agronegócio brasileiro, como:
Bahia
Mato Grosso
Mato Grosso do Sul
Goiás
Paraná
Minas Gerais
São Paulo
O primeiro investimento do fundo já foi realizado em uma fazenda localizada na Bahia, indicando o início da estratégia de expansão territorial do veículo financeiro. Outras áreas estão em avaliação, incluindo ativos produtivos no Mato Grosso do Sul e em regiões com forte presença de agricultura comercial.
Fundo nasce em meio a mudança no financiamento do agro A criação desse Fiagro ocorre em um cenário de transformação no financiamento do agronegócio brasileiro. Nos últimos anos, o setor tem ampliado o uso de instrumentos privados de captação, como:
Fiagros
LCAs (Letras de Crédito do Agronegócio)
CRAs (Certificados de Recebíveis do Agronegócio)
fundos estruturados e operações de crédito privadas
Esse movimento busca reduzir a dependência exclusiva do crédito subsidiado do Plano Safra, ampliando as fontes de recursos para produtores e empresas do setor.
Ao permitir que terras agrícolas sejam utilizadas como ativos financeiros dentro de estruturas de investimento, o modelo também reforça a visão cada vez mais presente no mercado de que a terra produtiva se tornou um dos ativos mais estratégicos da economia rural brasileira. Tendência global chega ao campo brasileiro Especialistas apontam que fundos voltados à compra de terras agrícolas têm crescido em vários países, impulsionados por fatores como:
aumento da demanda global por alimentos
valorização de commodities agrícolas
expansão da agricultura em regiões tropicais
busca por ativos reais em tempos de instabilidade econômica
Por: Redação
Artigos Relacionados:
79% reprovam que ministro do STF julgue caso de cliente de parente
há 11 minutos
Dólar fecha estável após agência liberar estoques de petróleo
há 11 minutos
Crise de água no Irã se agrava com guerra e seca histórica; agricultura entra em alerta
há 11 minutos
Operação ‘Boi Fantasma’ mira esquema de corrupção e fraude em registros de gado
há 11 minutos
Golpe do gado: empresário é investigado por movimentar R$ 4 milhões e deixar pecuaristas no prejuízo em Goiás
há 12 minutos
Santa Catarina alcança 488 Selos Arte e se consolida como uma das referências do país na produção artesanal
há 17 minutos
Mapa identifica fraude em carga de soja destinada à exportação no Porto de Paranaguá
há 30 minutos
Setor produtivo defende ampliação da mistura de biodiesel para 17%
há 30 minutos
Casos de Mpox no Brasil chegam a 149, diz painel da Saúde
há 52 minutos
Gusttavo Lima é anunciado como Embaixador da Festa do Peão de Barretos,
há 1 hora
STF julgará Lei da Anistia para crimes permanentes em sessão presencial
há 3 horas
59 pacientes vão à Justiça e 33 recebem autorização para polilaminina
há 3 horas
Moraes pede fotos da cela de 6m² de Filipe Martins; veja
há 3 horas
Frigoríficos pressionam mercado, mas pecuaristas seguram boiada e preço do boi gordo resiste
há 12 horas
Além de CPI, Toffoli se declara suspeito de julgar inquérito do Master
há 12 horas
Operação prende 5 integrantes do Comando Vermelho em Rio Claro
há 12 horas
70% dos aquicultores em águas da União operam na informalidade, diz TCU
há 12 horas
Moraes determina prisão de ex-cúpula da PMDF pelo 8 de Janeiro
há 12 horas
Após suspeição de Toffoli, Zanin assume relatoria sobre CPI do Master
há 13 horas
Agricultores retornam às lavouras sob risco de tiros em região marcada por conflitos no Oriente Médio
há 14 horas
Aberturas de mercado para o Brasil na Nova Zelândia e na Turquia
há 15 horas
Fachin procurou todos os ministros do STF para discutir o caso Master
há 15 horas
Operação “Dólos” apreende defensivos agrícolas irregulares e deixa R$ 3,2 milhões de prejuízo aos infratores