• Quinta-feira, 12 de março de 2026

Novo fundo de R$ 200 milhões começa a comprar fazendas no Brasil e quer mudar o financiamento do agro

Gestora Exa Capital anunciou estrutura baseada em Fiagro e permitirá aquisição de terras agrícolas e arrendamento para produtores, oferecendo liquidez em um momento de crédito mais restrito no campo.

Gestora Exa Capital anunciou estrutura baseada em Fiagro e permitirá aquisição de terras agrícolas e arrendamento para produtores, oferecendo liquidez em um momento de crédito mais restrito no campo. O mercado de investimentos no agronegócio brasileiro acaba de ganhar um novo instrumento financeiro que promete ampliar o acesso a capital no campo e reforçar o papel das terras agrícolas como ativos estratégicos. A gestora Exa Capital anunciou a criação de um fundo de R$ 200 milhões voltado exclusivamente para investimentos em propriedades rurais, estruturado por meio de um Fiagro (Fundo de Investimento nas Cadeias Produtivas do Agronegócio). A iniciativa será realizada em parceria com a Fibra Asset, gestora ligada ao Banco Fibra, e marca a estreia da Exa Capital no segmento de aquisição de terras agrícolas como estratégia de investimento, conforme apurado pelo Compre Rural. O fundo terá prazo de duração de dez anos e deve concentrar investimentos em regiões consideradas estratégicas para a produção agropecuária no país.
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    Novo fundo de R$ 200 milhões começa a comprar fazendas e a proposta surge em um momento em que o agronegócio brasileiro vive restrições de crédito, margens pressionadas e necessidade de novas fontes de financiamento, fatores que têm levado produtores e investidores a buscar modelos alternativos para viabilizar capital e expansão das atividades no campo. window._taboola = window._taboola || []; _taboola.push({mode:'thumbnails-mid', container:'taboola-mid-article-thumbnails', placement:'Mid Article Thumbnails', target_type: 'mix'});Como funciona o modelo que compra a fazenda e arrenda ao produtor O principal mecanismo adotado pelo fundo será o chamado sale and leaseback, modelo financeiro já utilizado em diversos mercados internacionais e que começa a ganhar espaço no agronegócio brasileiro. Na prática, o funcionamento é relativamente simples:
  • o produtor vende a fazenda ao fundo de investimento;
  • recebe o valor da venda imediatamente, transformando o patrimônio em capital líquido;
  • continua utilizando a área normalmente, por meio de um contrato de arrendamento.
  • Esse formato permite que o produtor libere recursos sem precisar interromper a produção agrícola, mantendo suas operações enquanto reorganiza finanças, paga dívidas ou investe em novas safras. Além disso, a estrutura do fundo prevê que o produtor tenha opção de recomprar a propriedade no futuro, mediante pagamentos periódicos estabelecidos no contrato. Segundo os gestores do projeto, esse modelo pode ser especialmente relevante em períodos de volatilidade financeira no setor, quando o acesso ao crédito tradicional fica mais restrito. Investidores ganham com renda e valorização das terras Para quem investe no fundo, o retorno esperado virá de duas fontes principais: 1️⃣ pagamento do arrendamento feito pelos produtores
    2️⃣ valorização das terras agrícolas ao longo do tempoEsse modelo combina renda recorrente com potencial de ganho patrimonial, já que a valorização das propriedades rurais tem sido uma tendência observada em diversas regiões produtoras do Brasil. Caso o produtor não exerça o direito de recompra da fazenda ao final do prazo do fundo, a gestora poderá vender o ativo no mercado e capturar o ganho de valorização da terra. Novo fundo de R$ 200 milhões começa a comprar fazendas: Regiões prioritárias para investimentos A estratégia de alocação prevê a compra de entre cinco e sete propriedades rurais, normalmente com áreas entre 1 mil e 3 mil hectares. As aquisições devem ocorrer principalmente em estados com forte presença do agronegócio brasileiro, como:
  • Bahia
  • Mato Grosso
  • Mato Grosso do Sul
  • Goiás
  • Paraná
  • Minas Gerais
  • São Paulo
  • O primeiro investimento do fundo já foi realizado em uma fazenda localizada na Bahia, indicando o início da estratégia de expansão territorial do veículo financeiro. Outras áreas estão em avaliação, incluindo ativos produtivos no Mato Grosso do Sul e em regiões com forte presença de agricultura comercial. Fundo nasce em meio a mudança no financiamento do agro A criação desse Fiagro ocorre em um cenário de transformação no financiamento do agronegócio brasileiro. Nos últimos anos, o setor tem ampliado o uso de instrumentos privados de captação, como:
  • Fiagros
  • LCAs (Letras de Crédito do Agronegócio)
  • CRAs (Certificados de Recebíveis do Agronegócio)
  • fundos estruturados e operações de crédito privadas
  • Esse movimento busca reduzir a dependência exclusiva do crédito subsidiado do Plano Safra, ampliando as fontes de recursos para produtores e empresas do setor. Ao permitir que terras agrícolas sejam utilizadas como ativos financeiros dentro de estruturas de investimento, o modelo também reforça a visão cada vez mais presente no mercado de que a terra produtiva se tornou um dos ativos mais estratégicos da economia rural brasileira. Tendência global chega ao campo brasileiro Especialistas apontam que fundos voltados à compra de terras agrícolas têm crescido em vários países, impulsionados por fatores como:
  • aumento da demanda global por alimentos
  • valorização de commodities agrícolas
  • expansão da agricultura em regiões tropicais
  • busca por ativos reais em tempos de instabilidade econômica
  • Por: Redação

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