Uma nuvem tóxica cobre Teerã desde o bombardeio israelense a 4 depósitos de petróleo na capital iraniana em 7 de março de 2026. Moradores da capital iraniana relataram sintomas de dores de cabeça, irritação nos olhos e na pele e dificuldade para respirar causados pela exposição aos poluentes, segundo reportagem do The Guardian.
Os bombardeios cobriram a cidade com poluentes que incluem fuligem, partículas de petróleo e dióxido de enxofre. De acordo com especialistas em saúde ouvidos pelo jornal britânico, a exposição aos poluentes pode causar consequências como doenças cardiovasculares, comprometimento cognitivo, doenças respiratórias e câncer.
O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que o ataque representou um risco de “contaminar alimentos, água e ar, perigos que podem ter graves impactos na saúde, especialmente em crianças, idosos e pessoas com doenças preexistentes”.
O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente alertou que a densa fumaça proveniente da queima de petróleo foi “inalada diretamente por pessoas no Irã –incluindo crianças pequenas–, o que levanta sérias preocupações sobre os impactos a longo prazo na saúde humana e ambiental”.
Andrea Sella, professora de química inorgânica no University College London, foi ouvida pelo The Guardian. Ela afirmou que há a possibilidade de contaminação do abastecimento de água potável. O risco para a saúde a longo prazo, afirma, “dependerá muito da duração e da gravidade da exposição de cada indivíduo”.





