O senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) criticou a não finalização das obras de hospitais regionais em Minas Gerais durante discurso no plenário do Senado nesta terça-feira (7). Segundo o parlamentar, os trabalhos paralisados das unidades de saúde do interior são “símbolos de ineficiência e desperdício de recursos”.
“Outro ponto sensível é a paralisia crônica nas obras dos hospitais regionais. Essas obras deveriam ser os pilares da descentralização da saúde mineira, mas tornaram-se símbolos de ineficiência e desperdício de recursos. Essa lacuna estrutural sobrecarrega os grandes centros e força uma dependência de consórcios intermunicipais que nem sempre garantem a continuidade do cuidado”, disse o senador em pronunciamento no Dia Mundial da Saúde.
Apesar de não citar nomes, a crítica se insere no contexto de recente filiação de Pacheco ao PSB em um movimento em que sinaliza a possível candidatura ao Governo de Minas com apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e em oposição ao atual governo, representado por Mateus Simões (PSD).
“Corrigir essas distorções históricas, reduzir as desigualdades regionais: essa deve ser a nossa prioridade. A saúde precisa chegar aonde a mineira e o mineiro vivem e trabalham. Isso é justiça distributiva, é respeito, é dignidade. É também uma medida de eficiência sistêmica. Encurtar distâncias é salvar vidas”,
As obras nos hospitais regionais passaram de promessas de campanha do ex-governador Romeu Zema (Novo) em 2018 e 2022 para calcanhar de Aquiles de sua gestão à frente do estado com a não entrega dos equipamentos.
Nos momentos finais de sua gestão, Zema organizou agendas públicas sobre o tema anunciando o fim das obras nas unidades de Divinópolis e de Teófilo Otoni. O hospital de Sete Lagoas deve ficar pronto no segundo semestre, já sob a gestão de Simões.
As obras nos hospitais de Juiz de Fora, Governador Valadares e Conselheiro Lafaiete ainda não foram entregues.
Também na tarde desta terça-feira, o governador concedeu uma entrevista coletiva em um evento da Secretaria de Estado de Saúde. Na ocasião, ele respondeu às críticas feitas por Pacheco dizendo que as falas do senador são mentirosas e redirecionou a culpa para Fernando Pimentel (PT), que governou o estado até 2018.
“Eu normalmente não critico o senador Rodrigo Pacheco, porque o considero um homem educado, mas mentira eu não admito. Então, se ele quer dizer que as obras estão paradas, vamos lembrar quem paralisou. Aproveita e lembra também quem continuou, quem retornou as obras. O governo que ele está tentando agora se opor a ele. Uma vergonha usar o plenário para mentir para a população. A sorte é que aqui em Minas ninguém leva ele a sério mesmo, então não faz diferença, mas lamento muito que ele esteja usando o Senado para mentir defendendo o que o Pimentel não fez”, afirmou.





