As eleições para presidente no Peru foram adiadas até esta segunda-feira (13) por conta de falhas técnicas que atrapalharam a instalação de seções eleitorais em diversas regiões do país por problemas técnicos. Os eleitores peruanos começaram a ir às urnas nesse domingo (12).
Por volta das 7h, horário de Brasília, desta segunda, cerca de 40% dos votos realizados já haviam sido apurados e o resultado parcial apontava a candidata de direita, Keiko Fujimori, à frente, com 17% dos votos, contra 16% do segundo colocado, o ultraconservador Rafael López Aliaga. Em terceiro lugar aparece o centrista Jorge Nieto, com 13%.
As urnas abriram às 7h, no horário local, de domingo, com atrasos em algumas regiões, incluindo a capital, onde mais de 63 mil pessoas ficaram sem votar, informou nesse domingo Piero Corvetto, chefe do Escritório Nacional de Processos Eleitorais (Onpe).
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Segundo Corvetto, houve falhas na distribuição do material eleitoral, mas ao longo do dia a imprensa local também relatou atrasos na instalação das mesas de votação e ausência de mesários.
O resultado final, entretanto, pode ser muito diferente das parciais divulgadas até o momento. O voto no primeiro turno do pleito é extremamente fragmentado e a distância entre os candidatos é pequena, o que pode gerar grandes mudanças até o fim da apuração.
São 35 presidenciáveis que disputam por uma vaga na principal cadeira do executivo peruano, um recorde histórico no país. Além de eleger presidente e vice, os peruanos votam para senador e deputado.
O vencedor do segundo turno será o nono presidente do Peru em 10 anos. A partir de 2016, nenhum deles concluiu o mandato de 5 anos regularmente, principalmente por causa de escândalos de corrupção.
(Sob supervisão de Alex Araújo)





