A Diretoria Executiva da Petrobras informou, nessa quarta-feira (8), que aprovou a neutralização da diferença de preços decorrente do leilão de gás liquefeito de petróleo (GLP), conhecido como gás de cozinha, que teve um ágio superior a 100% do valor de mercado do produto.
Em nota, a estatal explicou que irá devolver aos clientes os valores referentes à diferença entre o Preço de Paridade de Importação (PPI) divulgado pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para o período de 23 a 27 de março e os lances arrematados pelas distribuidoras participantes do certame.
“A decisão, sustentada por análises econômicas e de risco, leva em conta a excepcionalidade do contexto mercadológico atual, decorrente do conflito no Oriente Médio. Considera também as manifestações de órgãos de controle e regulatórios, tais como ANP e Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon)”, disse a Petrobras.
Apesar da medida, a companhia afirmou que vai garantir a entrega da totalidade dos volumes contratados no leilão, a modo de manter a previsibilidade e a segurança do abastecimento nacional. O pregão foi criticado pelo próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que o classificou como uma “bandidagem” e afirmou que ele seria cancelado.
As críticas do petista ocorrem em meio a crise no mercado de combustíveis, com a disparada dos preços como consequência da guerra no Oriente Médio no barril do petróleo. O governo federal, inclusive, anunciou um programa de subsídio ao GLP importado, como medida para conter o momento de alta.
A Petrobras ainda destacou que está conduzindo uma análise sobre sua adesão formal ao programa. “Caso seja confirmada a adesão da companhia e observado que os volumes arrematados no leilão estão alcançados pelo programa, a Petrobras irá também devolver aos clientes os valores suportados pela subvenção”, completou.





