A caderneta de poupança segue com a sequência de resultados negativos nos últimos três meses. Dessa vez, o Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) teve um saldo final menor do que R$ 1 trilhão pela primeira vez em quase dois anos, segundo dados divulgados pelo Banco Central nesta quinta-feira (9).
Somente no primeiro trimestre de 2026, a caderneta teve um saldo negativo de R$ 41 bilhões. Em janeiro, foram R$ 23,5 bilhões de saques a mais do que depósitos, enquanto em fevereiro foram registrados R$ 6,6 bilhões de retiradas e R$ 11,1 bilhões em março.
Assim, o saldo final da poupança saiu de R$ 1,005 trilhão no início do ano para R$ 999,7 bilhões no final do mês passado. A última vez que o a quantidade total de recursos da caderneta esteve abaixo do de R$ 1 trilhão foi em maio de 2024, quando o saldo era de R$ 993,2 bilhões.
No mês passado, foram depositados cerca de R$ 369,6 bilhões na caderneta, contra saques da ordem de R$ 380,7 bilhões. Já os rendimentos creditados somaram R$ 6,3 bilhões. O fenômeno ocorre em um momento em que a caderneta, uma vez já considerada a porta de entrada para o mundo dos investimentos, perdeu atratividade para os brasileiros.
Segundo especialistas, o movimento por alguns motivos: a taxa básica de juros elevada favorece outros investimentos de renda fixa, como o Tesouro Direto, e uma população mais educada financeiramente para reconhecer oportunidades seguras no mercado.





