O senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da CPMI do INSS, afirmou que a Polícia Federal resistiu a repassar informações à comissão durante o início das investigações.
A declaração foi feita em entrevista ao programa Roda Viva na 2ª feira (16.mar.2026).
Segundo Viana, um delegado responsável pelo chamado “inquérito-mãe” compareceu a uma sessão fechada da CPMI acompanhado de outros representantes da PF, mas demonstrou resistência em colaborar.
O senador disse ter questionado diretamente o delegado sobre eventual orientação para não prestar informações. De acordo com o relato, o policial confirmou ter recebido ordem de um superior, que também estaria presente na reunião.
“Imediatamente determinei a saída do delegado junto com outros representantes da Polícia Federal”, afirmou.
Assista (2m33s):
Após o episódio, o delegado teria passado a colaborar com a comissão.
Viana disse que, a partir desse momento, ficou claro que a CPMI enfrentaria dificuldades no acesso a informações. Segundo ele, diante da situação, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça autorizou a criação de um núcleo separado de investigação.
O grupo atua de forma independente da Polícia Federal e da CGU (Controladoria-Geral da União), segundo o senador.
De acordo com Viana, esse núcleo não se reporta a superiores e conta com peritos próprios, com acesso restrito ao material da investigação. Caberá a esse grupo analisar os dados coletados e encaminhar as informações relevantes à CPMI.
O senador afirmou que o objetivo da comissão é focar no funcionamento do esquema e no destino dos recursos.
“Não me interessa vida privada de ninguém. O que interessa é onde foi parar o dinheiro e como isso aconteceu”, disse.
A CPMI investiga suspeitas de irregularidades envolvendo recursos destinados a aposentados e beneficiários do INSS.





