Estreito de Ormuz
Nesse domingo (15), o presidente norte-americano, Donald Trump, alertou que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) enfrentará um "futuro muito mau" se os aliados não cooperarem para reabrir o Estreito de Ormuz, via navegável estratégica para o comércio internacional de petróleo que foi bloqueada pelos militares iranianos em resposta à ofensiva lançada por Washington e Israel contra o Irã em 28 de fevereiro.A Agência Internacional de Energia (AIE) decidiu, na semana passada, liberar 400 milhões de barris das suas reservas estratégicas, a maior da sua história, para ajudar a reduzir as tensões nos preços do petróleo. No âmbito dessa decisão, os Estados Unidos participarão liberando 172 milhões de barris. Os primeiros 86 milhões de barris de óleo cru liberados pelos Estados Unidos da sua reserva estratégica começarão a chegar ao mercado no final desta semana. Os preços do petróleo cru, atualmente voláteis, estão sendo afetados pela expectativa de que a guerra do petróleo dure mais tempo do que o previsto e pelos problemas no Estreito de Ormuz, onde já foram atacados vários petroleiros. Pelo Estreito de Ormuz passa aproximadamente um quinto do comércio marítimo mundial de petróleo, além de um volume significativo de gás natural liquefeito e fertilizantes. O Conselho da Organização Marítima Internacional (OMI) vai realizar uma sessão extraordinária nos dias 18 e 19 de março para tratar das repercussões para o transporte marítimo do bloqueio no Estreito de Ormuz e da instabilidade na região provocada pelos ataques do Irã contra os países do Golfo, em resposta à ofensiva conjunta dos EUA e de Israel em território iraniano. A Guarda Revolucionária Iraniana reivindicou a autoria, nos últimos dias, de vários ataques a navios no Estreito de Ormuz, no âmbito de sua resposta à ofensiva lançada em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e Israel contra o país asiático. dependentes do petróleo da região. Relacionadas"É lógico que aqueles que se beneficiam do estreito devem ajudar a garantir que nada de mal lá aconteça", disse o presidente norte-americano em entrevista ao jornal britânico Financial Times, na qual apontou a China e a Europa como particularmente 400 milhões de barris das reservas
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