O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel (Partido Comunista de Cuba, esquerda), disse que está disposto a “dar a vida pela revolução”, caso não haja espaço para diálogo. Ao falar sobre a defesa da soberania da ilha, afirmou que está se preparando para “o pior dos cenários”.
A declaração foi dada ao político espanhol Pablo Iglesias, que publicou na 2ª feira (23.mar.2026) um trecho da entrevista em seu perfil nas redes sociais. Cuba atravessa uma crise energética, com sucessivos apagões nas últimas semanas, e sofre com o aumento da pressão do presidente norte-americano, Donald Trump (Partido Republicano) sobre a ilha.
“Não queremos guerra, queremos diálogo. Queremos chegar a esse ponto de neutralidade que vocês considerariam ideal, mas se esse ponto não for alcançado, estamos preparados. E digo isso com a profunda convicção que tenho, que compartilhei com a minha família, de que daríamos nossas vidas pela revolução”, disse Díaz-Canel.
O presidente cubano não mencionou o nome de Trump, mas disse que tem “um plano para aumentar a prontidão de toda a população para a defesa”. Segundo ele, esse plano inclui “participação popular”. Ele declarou: “Cada cubano sabe qual papel e qual missão deve desempenhar na defesa e a maioria do nosso povo está disposta”.
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Trump tem intensificado a retórica contra o governo cubano e chegou a afirmar que teria a “honra” de assumir o controle do país. As sanções impostas pelos EUA foram ampliadas e incluem um bloqueio de fato ao fornecimento de combustível, agravando a crise energética e econômica na ilha.
O governo cubano diz que não discute mudanças no regime político. O vice-ministro das Relações Exteriores, Carlos Fernández de Cossío, disse no domingo (22.mar) que Cuba está “aberta a negócios”, mas rejeitou condições impostas pelos EUA relacionadas a mudanças políticas internas ou à libertação de presos.
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