• Sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

PSB não abre mão de Alckmin como vice de Lula, diz João Campos

Presidente do partido reforça posição após reunião com Lula, apesar da possibilidade de Lula rifar a vaga pro MDB. Leia mais no Poder360.

O presidente do PSB, João Campos, afirmou que a permanência de Geraldo Alckmin na chapa de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é prioridade absoluta do partido. Disse ter reafirmado a posição em reunião no Palácio do Planalto nesta 3ª feira (10.fev.2026). O governo, ao mesmo tempo, negocia a vaga de vice com o MDB.

Campos afirmou em conversas com jornalistas que o apoio do PSB ao presidente está mantido e que a defesa de Alckmin foi feita de forma direta. Classificou o vice como peça-chave da aliança e disse que a conversa ocorreu em ambiente franco e amistoso.

“Naturalmente, a gente tem um cenário em vários Estados do Brasil em que há uma aliança entre os partidos. […] Foi uma leitura rápida do quadro, mas sempre muito afirmativa da nossa parceria com o presidente Lula, que se materializou na eleição passada e que, nesta eleição, também se mantém”, declarou Campos.

A reunião se dá em um momento de tensão nos bastidores. Lula avalia abrir a vaga de vice ao MDB para ampliar a coligação em 2026, garantir mais tempo de propaganda e reforçar a base no Congresso. 

O movimento enfrenta resistência do PSB, no governo e no PT. Para o Partido dos Trabalhadores, Alckmin é o vice natural.

Campos disse confiar na relação entre Lula e Alckmin e evitou detalhar cenários alternativos. Tratou como especulações as discussões sobre exigências ou mudanças na composição da chapa.

A disputa ganhou um novo elemento com a possibilidade de filiação de Simone Tebet ao PSB. A ministra recebeu convites para disputar o Senado por São Paulo em 2026. A mudança facilitaria acordos estaduais e reduziria a dependência do MDB paulista.

Caso se confirme, a filiação fortaleceria o PSB no maior colégio eleitoral do país e afastaria Tebet do MDB de São Paulo, que hoje apoia o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).

A estratégia de Lula com o MDB se apoia no peso do partido nos municípios e na força no Congresso. O risco é abrir desgaste com Alckmin, aliado central do governo. O vice já sinalizou que não disputará outro cargo caso deixe a chapa, mas manterá apoio a Lula.

Ao fim da reunião, Campos disse sair confiante na aliança nacional. Afirmou que PSB e PT seguirão juntos na montagem dos palanques estaduais.

A parceria já está consolidada em Estados do Nordeste. No Ceará, o PSB apoia a reeleição de Elmano de Freitas (PT). Na Bahia, no Piauí e no Rio Grande do Norte, as legendas integram os mesmos grupos políticos.

Em Pernambuco, Campos vai sair ao governo estadual e tudo indica que receberá apoio de Lula, apesar de o presidente manter bom diálogo também com a governadora Raquel Lyra (PSD) –que tenta a reeleição.

Por: Poder360

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