• Quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Ramadã, mês sagrado para os muçulmanos, inicia nesta 4ª feira

Nono mês do calendário lunar islâmico é marcado por jejum entre o nascer e o pôr do sol, além de orações e caridade.

O Ramadã, mês sagrado para os muçulmanos, começa nesta 4ª feira (18.fev.2026). O período é marcado por jejuns entre o nascer e o pôr do sol, reflexão, solidariedade para com o próximo e estreitamento dos laços dos fiéis com Deus (Alá). 

Segundo o Islã, o livro sagrado da religião, o Alcorão, foi revelado ao profeta Maomé durante o 9º mês do calendário islâmico, o Ramadã. A data de início pode variar entre comunidades muçulmanas, em razão da observação lunar.

Os meses islâmicos funcionam à base da Lua”, explica ao Poder360 o diretor do grupo Arresala — Centro Islâmico no Brasil, Nasser Khazraji. “Avistar a Lua significa que o Shaban [8º mês do calendário islâmico] foi finalizado e que o dia seguinte é o novo mês do ano islâmico, que seria Ramadã”, afirma. Em 2026, a previsão é que acabe próximo a 20 de março, a depender do avistamento lunar. 

O jejum é praticado por todos os muçulmanos que já passaram pela puberdade e não apresentam problemas de saúde. A prática é vista pelos fiéis como uma forma de louvor e submissão a Deus, responsável por expandir sua fé.

Mas a abstinência vai além da alimentação. “[O Ramadã] é uma grande oportunidade para o muçulmano ser melhor. É um mês da mudança, no qual a comunidade deve pensar em mudar seus hábitos ruins para os bons hábitos, confraternizar, pedir perdão para aqueles que fizemos mal, estreitar laços com familiares, procurar aquele parente que faz tempo que a gente não fala”, afirma Khazraji.

Durante este período considerado sagrado, os adeptos do islamismo intensificam a leitura do Alcorão. “Os melhores momentos o qual o muçulmano deve recitar o Alcorão ao longo do ano, que é mais recompensado, que mais toca o seu coração, é durante o mês de Ramadã”, explica Khazraji.

Como o jejum é realizado com base no nascer e pôr do sol, o tempo em abstinência varia dependendo da região. Em razão das estações, que alteram a duração da incidência solar nos dias, os países no Hemisfério Norte jejuam por menos horas que os do Hemisfério Sul.

Para Khazraji, além da importância para os islâmicos, o Ramadã representa “o melhor momento para que os adeptos de outras religiões possam se aproximar um pouco mais dos muçulmanos, entenderem um pouco mais essa doutrina, porque só conhecendo e dialogando vai ser possível diminuir a intolerância em nossa sociedade”, afirma.

Por: Poder360

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