• Domingo, 12 de abril de 2026

Setor de frango supera crise no Oriente Médio e bate recorde de exportações em março

Mesmo com o fechamento do Estreito de Ormuz e conflitos na região do Golfo, o Brasil registrou um crescimento de 6% no volume de embarques e faturamento recorde

Em março de 2026, as exportações de carne de frango do Brasil atingiram a marca histórica de 504,3 mil toneladas, um avanço de 6% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Os dados, divulgados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), revelam que o setor não apenas cresceu em volume, mas também em valor, alcançando uma receita mensal recorde de US$ 944,7 milhões (+6,2%).

A Guerra no Oriente Médio, marcada pelo bloqueio do Estreito de Ormuz, trouxe desafios severos ao comércio internacional. Houve uma retração de 18,5% no volume exportado para a região em março em comparação a fevereiro. Entretanto, o fluxo de alimentos não foi interrompido.

De acordo com a ABPA, mais de 100 mil toneladas de frango foram enviadas para o Oriente Médio no último mês, utilizando rotas alternativas para contornar as zonas de conflito. Desse total, 45 mil toneladas chegaram aos países diretamente afetados pelo fechamento do estreito.

"As gestões de facilitação realizadas pelo Ministério da Agricultura e pelo setor têm sido efetivas, garantindo oferta de alimentos para as áreas atingidas pela guerra", afirmou Ricardo Santin, presidente da ABPA.

Se o Oriente Médio apresentou dificuldades logísticas, o mercado asiático serviu como o grande motor do mês. A China, recuperada dos impactos da Influenza Aviária de 2025, retomou o ritmo acelerado de compras:

No acumulado do primeiro trimestre de 2026, o setor já soma 1,456 milhão de toneladas embarcadas, com receita de US$ 2,764 bilhões — um desempenho 6,9% superior ao do início de 2025.

O Sul do país mantém a liderança absoluta na produção e exportação da proteína. O Paraná segue como o principal player nacional, responsável por quase metade do volume total de março.

Apesar das incertezas do conflito, a análise do setor é de otimismo. A capacidade brasileira de adaptar rotas e a demanda aquecida em mercados como o europeu e o asiático projetam um ano de 2026 com resultados sólidos para a proteína animal brasileira.

Por: Redação

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