A SpaceX solicitou à Comissão Federal de Comunicações dos EUA, no dia 30 de janeiro, permissão para realizar um lançamento de até 1 milhão de satélites. O propósito dos equipamentos é alimentar datacenters espaciais.
Os satélites ficariam entre 500 e 2.000 km na órbita terrestre, com alguns expostos à luz solar de forma quase constante. A proposta está aberta ao público para preocupações e comentários.
O projeto é apenas o mais recente entre os pedidos de megaconstelações de satélites. A vida útil das máquinas é de cerca de 5 anos apenas. O site Orbiting Now estima que 15.709 satélites estão em órbita atualmente, ativos e inativos. Outros 1,23 milhão de satélites propostos estão sendo desenvolvidos.
Para receberem aprovação, as empresas espaciais devem enviar relatórios técnicos das propostas aos órgãos reguladores responsáveis. Não são levados em conta impactos sociais e ambientais na decisão de aprovação. Um dos impactos é a poluição luminosa, que aumentará significativamente com a adição de mais satélites ao espaço.
Outro tipo de poluição acarretada pelo lançamento de satélites é a destruição da camada de ozônio decorrente dos combustíveis fósseis liberados na atmosfera. Além disso, os satélites são descartados ou queimados ao fim da vida útil, gerando mais poluição e lixo espacial.
De acordo com a Lei Espacial Internacional, os responsáveis jurídicos pela poluição espacial são os países, e não as empresas aeroespaciais. Já as regulamentações para as propostas são focadas apenas na segurança relativa ao lançamento, mas não em possíveis acidentes e malefícios.
Com informações da The Conversation.





