• Segunda-feira, 2 de março de 2026

Viúva de aiatolá Khamenei morre depois de ataque ao Irã

Mansoureh Khojasteh, 79 anos, sucumbiu aos ferimentos pouco após a morte do líder supremo iraniano.

A mulher do aiatolá Ali Khamenei, Mansoureh Khojasteh, morreu nesta 2ª feira (2.mar.2026) aos 79 anos, em decorrência dos ferimentos sofridos pelo ataque de Israel e dos Estados Unidos ao Irã –que vitimou também seu marido– no sábado (28.fev). A informação foi confirmada pela emissora local Iran International.

Khojasteh era casada com Khamenei, líder supremo do Irã, desde 1964. Em razão dos ataques, também morreram a filha, a neta e o genro do aiatolá. 

Os Estados Unidos e Israel atacaram o Irã no sábado (28.fev). Bombardeios atingiram proximidades do escritório do líder supremo do Irã e edifícios governamentais. A campanha militar conjunta resultou na morte de autoridades iranianas de alto escalão. 

O ataque se deu depois de semanas de tensão entre os países. Em 19 de fevereiro, o presidente norte-americano, Donald Trump (Partido Republicano), afirmou que, em até 10 dias, saberia se deveria dar “um passo adiante” em relação a um ataque contra o país persa.

Depois, o republicano declarou que todos, incluindo o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, Dan Caine, consideraram que uma eventual guerra contra o Irã resultaria em uma “vitória fácil” dos norte-americanos.

No discurso do Estado da União, na 3ª feira (24.fev), Trump disse que os EUA ainda não tinham ouvido o Irã pronunciar “aquelas palavras mágicas: ‘nunca teremos uma arma nuclear’”. No pronunciamento, o presidente norte-americano afirmou que o regime persa “já desenvolveu mísseis que podem ameaçar a Europa e as nossas bases no exterior, e está trabalhando para construir mísseis que, em breve, chegarão aos EUA”.

As declarações de Trump foram feitas enquanto o país realizava conversas diplomáticas com o Irã sobre o arsenal nuclear do país asiático, que não resultaram em acordo.

Segundo a agência Reuters, o país estaria disposto a fazer concessões aos EUA se os norte-americanos reconhecessem o seu direito de enriquecer urânio para fins pacíficos e suspendessem as sanções econômicas.

Por: Poder360

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