• Quarta-feira, 4 de março de 2026

Vorcaro falou em "moer" empregada por ameaçá-lo, indica mensagem

Documentos mostram conversa do banqueiro com outro investigado; fundador do Master foi preso nesta 4ª feira (4.mar).

Mensagens trocadas pelo fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, preso nesta 4ª feira (4.mar.2026), e Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão mostram que o banqueiro falou em “moer” uma empregada que estava o ameaçando.

Em um dos textos, Vorcaro diz: “Empregada Monique me ameaçando. É mole? Tem que moer essa vagabunda”. Mourão pergunta: “O que é pra fazer?”. E o banqueiro responde: “Puxa endereço tudo”.

O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorizou a 3ª fase da operação Compliance Zero para prender preventivamente os empresários do Banco Master Daniel Vorcaro e Fabiano Zettel nesta 4ª feira (4.mar.2026). A nova fase apura grupo responsável por monitorar e intimidar adversários de Vorcaro. Leia a íntegra da decisão, que atende a pedido da PF (Polícia Federal) (PDF – 384 kB).

O documento cita troca de mensagens entre Vorcaro e Luiz Phillipi. Nas conversas, o dono do banco Master orientava ações de intimidação contra pessoas que ele considerava “inimigas”. Em um dos textos, Vorcaro orienta Mourão sobre um jornalista que publicou reportagens negativas sobre o Banco Master. “Quero dar um pau nele”, disse o empresário.

Segundo o despacho de Mendonça, a investigação do caso indica que Vorcaro emitia “ordens diretas” de atos de intimidação contra pessoas como “concorrentes empresariais, ex-empregados e jornalistas” que prejudicariam os interesses do Master. O ministro também declarou que foram identificados registros de que o empresário teve “acesso prévio” a informações “relacionadas à realização de diligências investigativas”.

As investigações começaram em 2024, a pedido do MPF (Ministério Público Federal), que solicitou a verificação de indícios de fabricação e venda de títulos de crédito falsos por instituições que integram o SFN (Sistema Financeiro Nacional) e circulação de “ativos podres” para ocultar rombos financeiros.

Estão no centro das investigações o Banco Master, do banqueiro Daniel Vorcaro, e gestores, executivos e empresários ligados a fundos de investimentos e operações com títulos de crédito.

Por: Poder360

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