• Terça-feira, 7 de abril de 2026

Caiado ou Flávio Bolsonaro: quem tem mais força no agro na corrida presidencial de 2026?

Com histórico no campo e base política consolidada, Caiado ganha tração; já Flávio aposta no legado bolsonarista e articulações para conquistar o setor na corrida presidencial de 2026

Com histórico no campo e base política consolidada, Caiado ganha tração; já Flávio aposta no legado bolsonarista e articulações para conquistar o setor na corrida presidencial de 2026 A corrida presidencial de 2026 começou a ganhar novos contornos dentro de um dos setores mais influentes da economia brasileira: o agronegócio. A entrada de Ronaldo Caiado no tabuleiro eleitoral mudou o equilíbrio de forças e trouxe um novo cenário para lideranças rurais, que agora evitam antecipar apoio entre ele e o senador Flávio Bolsonaro. O agro, que tradicionalmente busca previsibilidade, segurança jurídica e políticas consistentes de longo prazo, passou a adotar uma postura mais estratégica: observar, negociar e só então decidir. Esse movimento reflete não apenas a força política dos candidatos, mas também o peso das agendas que cada um pode entregar ao setor.
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  • Caiado: histórico, gestão e identificação com o campo A principal vantagem de Ronaldo Caiado está na sua conexão histórica com o agronegócio. Médico e pecuarista, ele construiu sua trajetória política com forte atuação em defesa dos produtores rurais e foi um dos fundadores da União Democrática Ruralista (UDR), símbolo da organização do setor desde os anos 1980. window._taboola = window._taboola || []; _taboola.push({mode:'thumbnails-mid', container:'taboola-mid-article-thumbnails', placement:'Mid Article Thumbnails', target_type: 'mix'});Durante sua gestão em Goiás, medidas concretas reforçaram essa proximidade. Entre elas, destacam-se:
  • Crescimento de 23% nas exportações de grãos em 2025, segundo dados do Ministério da Agricultura
  • Extinção de taxas estaduais criticadas pelo setor, como a contribuição ao fundo de infraestrutura rural
  • Investimentos em logística e escoamento da produção, considerados gargalos históricos do agro
  • Revisão de multas aplicadas a pecuaristas em operações comerciais
  • Esse conjunto de ações ajudou a consolidar a imagem de Caiado como um gestor alinhado às demandas do campo, o que explica a rápida receptividade de parte das lideranças rurais à sua candidatura. Flávio Bolsonaro: herança política e estratégia de aproximação Do outro lado, Flávio Bolsonaro entra na disputa com um ativo relevante: o capital político herdado do bolsonarismo, que teve forte apoio do agronegócio desde 2018. A estratégia inicial de sua pré-campanha era clara:
    consolidar rapidamente o apoio do setor, começando por lideranças da bancada ruralista e avançando para entidades representativas. No entanto, esse movimento perdeu ritmo com a entrada de Caiado. Lideranças passaram a adotar cautela, evitando declarações públicas e preferindo manter diálogo com ambos os lados. Ainda assim, Flávio mantém pontos de apoio importantes:
  • Alinhamento ideológico com grande parte do setor
  • Proximidade com lideranças políticas influentes
  • Possibilidade de composição com nomes fortes do agro, como Tereza Cristina
  • Essa última, inclusive, surge como peça-chave. Uma eventual chapa com a ex-ministra da Agricultura poderia reduzir resistências e acelerar a adesão do agro, funcionando como ponte entre o setor e a candidatura. O agro não escolheu — e isso é estratégico Apesar das movimentações, o cenário atual indica que o agronegócio não deve fechar apoio antecipado a nenhum candidato, seja Caiado ou Flávio Bolsonaro. Segundo lideranças do setor, a tendência é de divisão no primeiro turno, com o agro atuando de forma pragmática:
  • Manter canais abertos com diferentes candidaturas
  • Apresentar uma pauta comum com demandas estruturais
  • Ganhar poder de negociação na reta final da eleição
  • Entre as principais exigências do setor estão:
  • Segurança jurídica no campo
  • Previsibilidade no Plano Safra
  • Ampliação do seguro rural
  • Soluções para gargalos logísticos e de armazenagem
  • Esse posicionamento mostra que o agro deixou de ser apenas um bloco ideológico e passou a atuar como um agente político altamente estratégico e orientado por resultados. Análise: quem larga na frente? Do ponto de vista técnico e político, o cenário entre Caiado ou Flávio Bolsonaro pode ser resumido em três pontos: 1. Caiado tem vantagem em identidade e entrega
    Seu histórico direto com o setor e resultados concretos em Goiás o colocam como um nome naturalmente competitivo dentro do agro. 2. Flávio tem força política, mas precisa converter em confiança
    A ligação com o bolsonarismo é um ativo, mas não garante adesão automática — especialmente diante de um concorrente com credenciais mais técnicas no setor. 3. O agro será decisivo — mas não será previsível
    O setor deve atuar como fiel da balança, mas só deve definir apoio mais próximo da eleição, buscando maximizar ganhos políticos e econômicos. Caiado ou Flávio Bolsonaro: O que esperar daqui para frente A tendência é de uma disputa intensa pela narrativa dentro do agronegócio. Enquanto Caiado deve reforçar sua imagem como “homem do campo”, Flávio Bolsonaro precisará construir pontes mais sólidas e apresentar propostas concretas para competir em igualdade.
    Por: Redação

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