A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, disse nesta 3ª feira (3.mar.2026) que o governo chinês tem feito esforços para manter o Estreito de Ormuz aberto ao comércio internacional. Afirmou que a China “tomará as medidas necessárias para salvaguardar a sua própria segurança energética”.
Ning reforçou o pedido da China por um cessar-fogo imediato na agressão dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã e do país persa contra outros países do Oriente Médio.
“A China pede que todas as partes cessem imediatamente as operações militares, impeçam uma maior escalada das tensões, salvaguardem a segurança da navegação no Estreito de Ormuz e evitem maiores impactos na economia global”, disse.
A diplomacia chinesa tem sido uma das mais enérgicas na tentativa de encerrar o confronto no Oriente Médio. O chanceler Wang Yi já conversou com representantes de Rússia e França para que pressionem juntos os EUA no Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas).
O Estreito de Ormuz é uma rota crucial para a China. Cerca de 40% das importações de petróleo do país atravessam a região.
Um bloqueio total seria um golpe forte na economia chinesa para além da inflação do preço do barril, que já passou de US$ 80 –maior valor desde janeiro do ano passado.
A China tem um trunfo na negociação com o Irã: relatórios do governo norte-americano dizem que Pequim continua comprando petróleo iraniano mesmo com as sanções e que os iranianos dependem de instalações chinesas para refinar o óleo cru.
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