• Terça-feira, 3 de março de 2026

Mortes no Irã chegam a 787 após 4 dias de ataques

Balanço indica 1.039 ofensivas em 153 condados; número subiu 232 em relação ao dia anterior.

O número de mortes no Irã desde o início dos ataques dos Estados Unidos e de Israel, no sábado (28.fev.2026), subiu para 787 nesta 3ª feira (3.mar.2026).

Na 2ª feira (2.mar), o balanço divulgado pelo Crescente Vermelho Iraniano, citado pela Al Jazeera, indicava 555 vítimas. Os dados desta 3ª feira indicam crescimento de 232 mortes (28,7%) em relação ao balanço divulgado no dia anterior. O número de feridos não foi detalhado na atualização mais recente.

Segundo a organização, 153 condados foram atingidos desde o começo da ofensiva. Ao menos 1.039 ataques foram registrados em diferentes regiões do país nesse período.

Entre as baixas confirmadas estão 13 soldados iranianos mortos em bombardeio contra uma base militar na província de Kerman, no sul do país. De acordo com o Exército iraniano, a instalação foi alvo de ação conjunta de EUA e Israel.

A agência estatal Isna informou também que 5 integrantes da força aérea e da marinha da IRGC (Guarda Revolucionária Islâmica) morreram em ataques nas cidades de Jam e Dir, na província de Bushehr, região central do Irã.

Do lado norte-americano, 6 militares dos Estados Unidos morreram em ataques retaliatórios iranianos contra o Kuwait.

O aumento no número de vítimas amplia a dimensão do conflito, que entrou no 4º dia. A ofensiva conjunta teve como alvo instalações estratégicas e áreas residenciais, segundo balanços anteriores divulgados pelo Crescente Vermelho.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), declarou que o país tem suprimentos “para guerra para sempre”, ao comentar a capacidade militar norte-americana diante do confronto.

Já o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu (Likud, direita), afirmou que a guerra contra o Irã não deve durar anos, ao defender a estratégia adotada pelo governo israelense.

O ataque dos EUA ao Irã foi realizado depois de semanas de tensão entre os 2 países. Em 19 de fevereiro, Trump afirmou que, em até 10 dias, saberia se deveria dar “um passo adiante” em relação a um ataque contra o país persa.

Depois, o republicano declarou que todos, incluindo o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, Dan Caine, consideram que uma eventual guerra contra o Irã resultaria em uma “vitória fácil” dos norte-americanos.

No discurso do Estado da União, na 3ª feira (24.fev), Trump disse que os EUA ainda não tinham ouvido o Irã pronunciar “aquelas palavras mágicas: ‘nunca teremos uma arma nuclear’”. No pronunciamento, o presidente norte-americano afirmou que o regime persa “já desenvolveu mísseis que podem ameaçar a Europa e as nossas bases no exterior, e está trabalhando para construir mísseis que, em breve, chegarão aos EUA”.

As declarações de Trump foram feitas enquanto o país realizava conversas diplomáticas com o Irã, que não resultaram em acordo.

Uma autoridade sênior do Irã disse à Reuters que o país estaria disposto a fazer concessões aos EUA se os norte-americanos reconhecessem o seu direito de enriquecer urânio para fins pacíficos e suspendessem as sanções econômicas.

Leia mais sobre o ataque de Israel e dos EUA ao Irã:

Por: Poder360

Artigos Relacionados: