Considerado a prévia do PIB (Produto Interno Bruto), o IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central) subiu 2,5% em 2025. A autoridade monetária divulgou os dados nesta 5ª feira (19.fev.2026). Eis a íntegra do documento (PDF – 336 kB).
O Banco Central disse que a agropecuária subiu 13,1% no ano passado, responsável pela maior taxa setorial. A indústria teve alta de 1,5%. O setor de serviços –que tem o maior peso no índice– avançou 2,1%.
Os dados corroboram as expectativas de desaquecimento econômico. O PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil subiu 3,4% em 2024. A taxa de expansão de 2025 será a mais baixa desde 2020, o ano mais agudo da pandemia de covid-19.
O BC (Banco Central) implementou um ciclo de reajustes na taxa básica, a Selic, que iniciou em agosto de 2024 e terminou um junho de 2025. No período, o juro-base aumentou de 10,5% para 15% ao ano.
O Banco Central subiu os juros para controlar a inflação, que ficou acima do intervalo permitido em 22 dos 37 meses no governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de janeiro de 2023 a janeiro de 2025.
O Copom (Comitê de Política Monetária) sinalizou na última reunião, em janeiro, que deverá fazer corte na taxa Selic no próximo encontro, em março. Economistas ainda avaliam se o início de corte de juros começará com uma redução de 0,25 ponto percentual ou de 0,5 ponto comercial.
Outros indicadores demonstram que a atividade econômica do país perdeu tração em 2025. A produção industrial brasileira subiu só 0,6% no ano passado depois de ter uma taxa de expansão de 3,1% em 2024. O setor de serviços teve alta de 2,8%, ante 3,1% do ano anterior. As vendas do comércio desaceleraram e tiveram alta de 1,6%.
O IBGE divulgará em 3 de março os dados do PIB. Em 2024, a economia brasileira cresceu 3,4%. A mediana das estimativas dos agentes financeiros indica que a alta será 2,27%, a menor taxa de expansão desde 2020, o 1º ano da pandemia de covid-19.





