• Terça-feira, 14 de abril de 2026

Estreito de Ormuz: Netanyahu apoia o bloqueio naval de Trump contra o Irã

Israel é um dos principais aliados dos Estados Unidos na guerra do Oriente Médio; Trump anunciou bloqueio da passagem marítima após não chegar a um acordo com o Irã

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, expressou, nesta segunda-feira (13), apoio ao bloqueio dos portos iranianos, no Estreito de Ormuz, decretado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

"O Irã violou as normas [das negociações de paz no Paquistão], o presidente Trump decidiu impor um bloqueio naval", declarou Netanyahu durante o conselho de ministros, segundo um vídeo divulgado por seu gabinete. "Nós apoiamos, é claro, a postura firme e estamos em constante coordenação com os Estados Unidos", disse.

As Forças Armadas dos Estados Unidos iniciaram o bloqueio do Estreito de Ormuz nesta segunda, depois que as negociações no fim de semana com autoridades do Irã — com a mediação do Paquistão — terminaram sem acordo.

A decisão foi anunciada por Trump nas redes sociais. O republicano indicou que bloquearia a estratégica rota comercial do Estreitod e Ormuz depois que o vice-presidente dos EUA, JD Vance, abandonou as fracassadas negociações.

"O bloqueio será aplicado imparcialmente contra embarcações de todas as nações que entrarem ou saírem de portos e áreas costeiras iranianas, incluindo todos os portos iranianos no Golfo Pérsico e no Golfo de Omã", informou o Comando Central dos EUA, em comunicado.

O premiê israelense, que declarou apoio aos Estados Unidos, disse que Teerã violou desde o início os termos das negociações e explicou que Vance o informou após a conclusão das negociações em Islamabad. "A ruptura ocorreu por parte dos americanos, que não conseguiram tolerar a flagrante violação, por parte do Irã, dos termos para iniciar negociações", disse Netanyahu ao gabinete.

"O acordo era que haveria um cessar-fogo e os iranianos abririam imediatamente o estreito. Eles não o fizeram. Os americanos não puderam aceitar isso", afirmou.

Netanyahu acrescentou que Vance disse que a "questão central" para Trump era a retirada de todo o urânio enriquecido do Irã e "garantir que não aconteça mais enriquecimento nos próximos anos – inclusive nas próximas décadas –, nenhum enriquecimento dentro do Irã". "Essa é a prioridade dele e, é claro, também é importante para nós", acrescentou.

Os Estados Unidos anunciaram no domingo (12) que iriam bloquear o Estreito de Ormuz às 11h (horário de Brasília) desta segunda-feira (13). Ao fechar o estreito, os EUA podem cortar uma fonte fundamental de financiamento para o governo e para as operações militares do Irã.

O Comando Central dos EUA confirmou o bloqueio, afirmando que "será aplicado imparcialmente contra embarcações de todas as nações que entrarem ou saírem de portos e áreas costeiras iranianas, incluindo todos os portos iranianos no Golfo Pérsico e no Golfo de Omã", informou. .

Mais tarde, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que qualquer "navio de ataque" do Irã que se aproximar do bloqueio serão destruídas.

"Aviso: se algum desses navios se aproximar do nosso bloqueio, será eliminado imediatamente", escreveu Trump na própria rede social, a Truth Social. Trump completou dizendo que a Marinha iraniana foi "aniquilada".

Após o bloqueio imposto pelos Estados Unidos, um porta-voz das Forças Armadas do Irã descreveu a ação norte-americana como "ilegal" e "equivale à pirataria".

Segundo o porta-voz, o Irã implementará um mecanismo "permanente" para controlar o estreito. Ele afirmou que nenhum porto do Golfo Pérsico ou do Golfo de Omã ficará seguro se os iranianos estiverem ameaçados.

Por: Redação

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