• Sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Janja expulsa filha de Lula de sala no Sambódromo do Rio, diz jornal

Primeira-dama pediu que Lurian saísse de área restrita do camarote durante desfile que homenageou o presidente.

A primeira-dama Janja da Silva expulsou Lurian Cordeiro Lula da Silva, filha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), da sala reservada ao chefe do Executivo no camarote da prefeitura do Rio de Janeiro, no Sambódromo da Marquês de Sapucaí segundo informações da coluna “Mônica Bergamo”, da Folha de S.Paulo.

O episódio teria acontecido na noite de domingo (15.fev.2026), durante o desfile da Acadêmicos de Niterói, escola que homenageou o petista. Estavam presentes o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e sua mulher, Lu Alckmin.

Segundo a coluna, Lurian entrou na sala acompanhada de Thiago, neto do presidente e filho de Marcos, primogênito de Lula. O objetivo era cumprimentar o pai. Ao perceber que ela pretendia ficar mais tempo no local, Janja disse que o momento era para um beijo e ir embora, não para conversas prolongadas.

Lurian reagiu e disse que queria conversar com o pai. A primeira-dama respondeu em tom elevado, segundo a Folha: “Aqui não é lugar para isso.” Em seguida, pediu que ela saísse. A discussão se intensificou: Lurian também elevou o tom e afirmou que a primeira-dama não sabe o que é uma estrutura familiar e não entende a relação entre pais e filhos.

O acesso à sala exigia autorização de Lula e de Janja. A primeira-dama justificou a restrição com o argumento de que o espaço era pequeno e que não queria tumulto no local. Autoridades do governo, amigos e familiares de Lula foram convidados para o camarote, mas o presidente permanecia em área de circulação restrita.

Segundo a Folha, assessores da Presidência e da prefeitura ouviram a discussão com a porta da sala aberta. Depois do episódio, Lurian foi vista com lágrimas nos olhos na área onde estavam os ministros, e a história se espalhou pelo camarote.

Vários ministros aguardavam para falar com Lula sem conseguir autorização para entrar na sala. Eles só conseguiam conversar com o presidente quando ele saía do espaço restrito e circulava pela área mais ampla do camarote.

A ministra da Cultura, Margareth Menezes, enfrentou situação semelhante: colegas a incentivaram a falar com o presidente, mas a entrada não foi autorizada. Quase todos os ministros tiveram o mesmo problema. O secretário-executivo da pasta, Marcio Tavares dos Santos, amigo pessoal de Janja, ficou na sala durante todo o tempo e acompanhava Lula na descida à avenida para cumprimentar as escolas.

À Folha, Lurian afirmou não ter visto Janja. “Ela não estava na sala quando eu entrei”, disse. A pasta de cultura afirmou que Margareth Menezes estava de férias e Márcio, a trabalho. A assessoria de Janja não se manifestou sobre o caso.

O Poder360 procurou Janja e Lurian para perguntar se gostariam de se manifestar a respeito do tema. Não houve resposta até a publicação desta reportagem. O texto será atualizado caso uma manifestação seja enviada a este jornal digital.

Por: Poder360

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