• Sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Líder do Irã critica limitação de mísseis exigida pelos EUA

Khamenei afirma que dissuasão é obrigação nacional no mesmo dia em que delegações realizam conversas indiretas em Genebra.

O líder supremo do Irã, Ali Khamenei, criticou na 3ª feira (17.fev.2026) as exigências dos Estados Unidos para limitar o programa de mísseis do Irã e afirmou que a dissuasão militar é uma “obrigação nacional”. As declarações foram no mesmo dia em que as delegações dos 2 países realizaram conversas indiretas em Genebra, mediadas por Omã.

Khamenei, de 86 anos, criticou ameaças militares e descartou qualquer negociação baseada em exigências. Segundo ele, decisões sobre defesa e tecnologia nuclear fazem parte das “linhas vermelhas” da soberania iraniana.

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O chanceler iraniano Abbas Araghchi afirmou que as equipes trocaram pontos de vista, chegaram a “princípios orientadores” e poderão redigir um documento nas próximas etapas. Pelo lado norte-americano, participaram o enviado especial Steve Witkoff e Jared Kushner, genro do presidente Donald Trump (Partido Republicano).

Washington defendeu que o Irã interrompa o enriquecimento de urânio, entregue estoques altamente enriquecidos e limite seu programa de mísseis. Também reiterou críticas ao apoio iraniano a grupos armados no Oriente Médio. Teerã rejeitou as demandas, classificando-as como violações de sua segurança nacional.

Como alternativa, negociadores iranianos sugeriram diluição de material nuclear e possíveis arranjos econômicos envolvendo participação norte-americana em setores estratégicos.

No mesmo dia das negociações, a Guarda Revolucionária Islâmica realizou exercícios navais no Estreito de Ormuz. O comandante naval Alireza Tangsiri afirmou que as forças estão prontas para agir caso haja ordem para fechar a via marítima estratégica, por onde passa cerca de 20% do petróleo e gás comercializados globalmente.

A televisão estatal exibiu lançamentos de mísseis durante as manobras. Khamenei afirmou que o país possui capacidade de resposta proporcional a eventuais ameaças militares.

As negociações vêm sob sanções severas impostas depois da saída unilateral dos Estados Unidos, em 2018, do acordo nuclear firmado 3 anos antes. Teerã busca o alívio dessas restrições. O rial voltou a se desvalorizar, com o dólar sendo negociado próximo a 1,63 milhão de riais.

Por: Poder360

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