• Quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Novo México investiga se Epstein enterrou corpos em rancho

E-mail divulgado pelo Departamento de Justiça dos EUA sugere que financista teria ocultado os cadáveres de duas meninas.

O Departamento de Justiça do Novo México, nos Estados Unidos, disse na 4ª feira (18.fev.2026) que investiga se o bilionário Jeffrey Epstein, que comandou uma rede de exploração e abuso sexual que incluía menores de idade, enterrou o corpo de duas meninas estrangeiras em seu rancho no Estado. A investigação surgiu a partir de um e-mail que integra os milhares de documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos EUA no final de janeiro.

A porta-voz Lauren Rodriguez afirmou que o Departamento de Justiça do Novo México já solicitou uma cópia integral do email, enviado em 2019, que sugere o crime. O conteúdo, com trechos censurados, foi enviado alguns meses depois da morte de Epstein a Eddy Aragon, apresentador de um programa de rádio do Novo México. O remetente disse ser ex-funcionário do rancho e pediu 1 bitcoin em troca de vídeos que mostrariam o financista se relacionando com menores.

As investigações indicam que Epstein abusou sexualmente de meninas e mulheres no Rancho Zorro, a 48 km ao sul de Santa Fe, por mais de duas décadas. Segundo o e-mail, o bilionário teria ordenado que duas garotas, que morreram “estranguladas durante sexo violento e fetichista”, fossem enterradas “em algum lugar nas colinas perto do Zorro”.

Epstein arrendou em 1993 cerca de 503 hectares de uma área ao redor de seu rancho. Em 2019, o arrendamento foi cancelado depois que foi descoberto que as terras não eram utilizadas para agricultura ou pecuária, mas como uma área de proteção para garantir privacidade no entorno da sua propriedade.

Em 2008, Epstein foi condenado por solicitação de prostituição de uma menor. Ele se declarou culpado de 2 acusações criminais, incluindo aliciamento de menor, em um acordo para evitar acusações federais. Em 2019, foi novamente preso e acusado de tráfico sexual e conspiração para traficar menores para fins sexuais.

O financista foi encontrado morto em sua cela em agosto de 2019, enquanto aguardava julgamento. A morte foi declarada como suicídio.

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Por: Poder360

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