O Real Madrid disse nesta 5ª feira (19.fev.2026) que enviou para a Uefa (União das Associações Europeias de Futebol) “todas as provas disponíveis” dos “incidentes ocorridos” na 3ª feira (17.fev) durante o jogo contra o Benfica, de Portugal, pela Liga dos Campeões.
O jogador brasileiro Vini Jr. relatou ter sido xingado de “macaco” por Gianluca Prestianni, do Benfica. “O nosso clube cooperou ativamente com a investigação aberta pela Uefa na sequência dos atos inaceitáveis de racismo que se deram durante esse jogo”, disse o Real Madrid em comunicado (íntegra, em espanhol – PDF – 469 kB).
O incidente se deu quando Vini Jr. marcou um gol e foi até o árbitro François Letexier. O brasileiro afirmou ter sido chamado de “macaco” por Prestianni, o que levou à interrupção temporária da partida, conforme o protocolo antirracismo.
Vini Jr. havia celebrado com danças e gestos em direção à torcida e trocado palavras com jogadores do Benfica antes de afirmar ter ouvido o insulto racial. Outros jogadores do Real Madrid, incluindo Kylian Mbappé, respaldaram o relato.
Prestianni, no entanto, negou ter chamado Vini Jr. de “macaco”. Disse que o brasileiro “interpretou mal o que acredita ter ouvido”.
O Benfica saiu em defesa do atleta em um post no X. “Como demonstram as imagens, dada a distância, os jogadores do Real Madrid não podem ter ouvido o que dizem que ouviram”, escreveu o clube português.
Vini Jr. recebeu o apoio da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), que disse que “racismo é crime” e algo “inaceitável”. A confederação elogiou a atitude de Vini Jr. ao acionar o protocolo antirracismo, classificando-a como “exemplo de coragem e dignidade”, e reafirmou compromisso na “luta contra toda forma de discriminação”.
No comunicado, o Real Madrid disse expressar “a sua gratidão pelo apoio e carinho unânimes” demonstrados a Vini Jr. “por todos os setores do mundo do futebol”.
O clube declarou: “O Real Madrid continuará a trabalhar, em colaboração com todas as instituições, para erradicar o racismo, a violência e o ódio no esporte e na sociedade”.
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