• Segunda-feira, 30 de março de 2026

PSD anuncia Caiado como pré-candidato à Presidência

Governador de Goiás é escolhido após desistência de Ratinho Junior (PR); Eduardo Leite (RS) também disputava a indicação.

O PSD anunciou o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, como pré-candidato do partido ao Palácio do Planalto nesta 2ª feira (30.mar.2026). A definição veio depois que o governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), desistiu da disputa interna. O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), também concorria à vaga e foi preterido. 

O anúncio oficial à imprensa foi realizado às 16h na sede da legenda, em São Paulo. Leite não participou do encontro. 

Conforme o Poder360 havia mostrado, Caiado foi escolhido pelo conselho do PSD horas depois que Ratinho desistiu da disputa ainda na 2ª feira (23.mar.2026). O ex-governador de Santa Catarina, Jorge Bornhausen (PSD), que integra o conselho, afirmou a este jornal digital nesta 3ª feira (24.mar.2026) sobre a definição.

Depois disso, o presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab se reuniu com os 2 governadores, em São Paulo: na 3ª feira (24.mar) com Caiado e na 4ª feira (25.mar) com Leite.

“Nunca traí minhas convicções nem optei pela facilidade do cargo. O Brasil não suporta mais o cenário dos últimos anos. A polarização não é natural da política; é sustentada por um projeto de poder de quem se beneficia dela”, disse Caiado em seu discurso.

Caiado deixará o comando do governo de Goiás na 3ª feira (31.mar.2026) para se dedicar à disputa presidencial. Com a saída, o vice-governador Daniel Vilela (MDB) assume o cargo.

Ratinho Junior afirmou que a escolha do partido pelo governador de Goiás como pré-candidato à Presidência da República demonstra “compromisso com a democracia”. Já Eduardo Leite criticou a decisão do partido. Segundo ele, a definição tende a manter um “ambiente de polarização radicalizada” no país.

A escolha por Caiado foi influenciada pela decisão de Ratinho Junior de permanecer no governo do Paraná até o fim do mandato. O governador comunicou a desistência após conversas com a família e aliados políticos.

Nos bastidores, integrantes do PSD avaliavam que Ratinho era o nome mais forte da sigla, por liderar pesquisas e ter maior apoio interno. 

Pesou contra Ratinho Junior o risco de não conseguir viabilizar um sucessor no Paraná, abrindo espaço para o senador Sérgio Moro (PL-PR) —que lidera as disputas no Estado

A decisão do senador e pré-candidato ao Palácio do Planalto, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de apoiar o ex-juiz da Lava Jato enfraqueceu ainda mais as chances de o governador emplacar um aliado.

A possibilidade de perder espaço político no Paraná, caso deixasse o cargo e fosse derrotado na eleição presidencial, também foi considerada. Com isso, o governador optou por preservar capital político para 2026 e fortalecer sua base regional.

Com a saída de Ratinho da disputa, Caiado passou a liderar a corrida interna do PSD. 

Apesar de estarem tecnicamente empatados nas intenções de voto, Caiado apresentou uma ligeira vantagem na pesquisa Quaest de 11 de março de 2026 sobre Leite (4% contra 3%, com margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos). 

O governador gaúcho também já tinha sinalizado a possibilidade de disputar o Senado como alternativa, mas depois voltou atrás.

Ronaldo Caiado, de 76 anos, nasceu em Anápolis (GO) e é médico graduado e mestrado na UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). Cirurgião especializado em coluna vertebral em Paris, na França.

Ele está em seu 2º mandato como governador de Goiás. Foi deputado federal por 5 mandatos (1991-1995, 1999-2003, 2003-2007, 2007-2011, 2011-2015). Também foi senador eleito por Goiás em 2014 e foi candidato à Presidência da República em 1989.

Lançou sua pré-candidatura à Presidência em abril de 2025, tendo como suas principais bandeiras a segurança pública e o agronegócio. Em janeiro de 2026, deixou o União Brasil, em meio a divergências internas que inviabilizaram sua candidatura ao Planalto. Chegou ao PSD com a expectativa de que fosse lançado pela legenda à corrida pela Presidência.

Por: Poder360

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