• Sexta-feira, 3 de abril de 2026

Senado convida María Corina para comissão

Requerimento foi aprovado pelo senador Eduardo Girão; datas da visita ainda serão divulgadas.

O senador Eduardo Girão (Novo-CE) disse ter apresentado e aprovado um requerimento oficial para convidar a líder da oposição venezuelana María Corina Machado a participar de audiência na Comissão de Segurança Pública do Senado. Segundo ele, as datas da eventual visita ainda estão sendo ajustadas e devem ser divulgadas posteriormente.

Em publicação nas redes sociais, Girão afirmou: “Convidei essa mulher de fibra —que resiste a uma ditadura cruel— para vir ao Brasil e, semana passada, já aprovamos requerimento oficial convidando-a à Comissão de Segurança do Senado Federal”. O congressista disse que o cronograma está em definição: “Estamos ajustando as datas e depois divulgo”.

O senador também relatou ter conhecido María Corina durante a cerimônia de posse do presidente do Chile, José Antonio Kast (Partido Republicano, direita), realizada em 11 de março, em Santiago. Na ocasião, segundo ele, houve contato direto com a líder venezuelana, a quem classificou como símbolo de resistência política. Girão disse ter participado do evento “com zero de dinheiro público” e descreveu o encontro como um momento de proximidade com líderes do campo da direita na América do Sul.

“Estivemos com você virtualmente no Senado do Brasil. Eu e Sergio Moro. Para você fazer um testemunho do que está acontecendo na Venezuela. Muito obrigado, muita honra. Espero recebê-la em breve no senado do Brasil”, disse Girão a Corina no encontro em Santiago. Corina agradeceu e disse que também espera receber o senador na Venezuela.

María Corina Machado ganhou projeção internacional depois de receber o Prêmio Nobel da Paz de 2025 por sua atuação em defesa de direitos democráticos na Venezuela. Em janeiro de 2026, ela entregou a medalha do prêmio ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), em gesto simbólico de reconhecimento ao apoio à oposição venezuelana. O Comitê Nobel afirmou que o título é intransferível, ainda que a medalha possa mudar de mãos.

María Corina deixou a Venezuela sob forte pressão do regime chavista. A opositora foi ameaçada de prisão e vivia na clandestinidade depois do acirramento da disputa política pós-eleitoral de 2024.

À época, a saída foi articulada para assegurar sua integridade física e manter a interlocução com governos estrangeiros. O cenário mudou com a detenção de Maduro. O ex-presidente foi capturado em uma operação norte-americana e levado aos EUA para responder por acusações de narcoterrorismo.

A líder também tem intensificado articulações internacionais. Em compromissos recentes nos Estados Unidos, reuniu-se com autoridades do governo norte-americano, incluindo o secretário de Estado, Marco Rubio, a quem agradeceu pelo apoio à agenda democrática na Venezuela. Além disso, declarou no mês passado que pretende retornar ao país “nas próximas semanas”, após período fora do território venezuelano.

Por: Poder360

Artigos Relacionados: