O Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados) afirmou nesta 3ª feira (17.fev.2026) que seus empregados e empregadas não possuem acesso ao conteúdo das bases de dados dos órgãos clientes, logo, não poderiam ter sido os responsáveis pelo vazamento de informações pessoais na Receita Federal de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) e de seus familiares.
Segundo a empresa, mesmo que fosse obra de algum de seus funcionários, seria possível rastrear e identificar eventuais irregularidades dado os “controles técnicos e mecanismos de governança que asseguram integridade, confidencialidade e rastreabilidade das operações realizadas em seus ambientes tecnológicos”.
A estatal, responsável pelo desenvolvimento e manutenção de sistemas tecnológicos utilizados por órgãos federais.
A atuação da empresa, diz a nota, limita-se à provisão e à gestão da infraestrutura tecnológica, sem permissão institucional para consultar informações fiscais ou pessoais armazenadas sob responsabilidade dos órgãos atendidos.
O caso envolve apurações sobre eventual consulta indevida a informações tributárias de integrantes da Suprema Corte. O Serpro afirmou que permanece à disposição das autoridades competentes e que colabora integralmente com as investigações para o esclarecimento dos fatos.
A Polícia Federal cumpriu 4 mandados de busca e apreensão em São Paulo, no Rio de Janeiro e na Bahia contra funcionários públicos suspeitos de acessarem ilegalmente dados fiscais de ministros do STF e seus familiares nesta 3ª feira (17.fev.2026) por determinação do Supremo.
A operação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes e integra a investigação sobre possíveis vazamentos de dados de autoridades na Receita Federal. Faz parte do inquérito das chamadas fake news aberto em 2019 e que, até hoje, está inconcluso e tramita em sigilo.
Os alvos foram os servidores Ricardo Mansano de Moraes, auditor da Receita Federal, Ruth Machado dos Santos e Luciano Pery Santos Nascimento, ambos técnicos do Seguro Social, e Luiz Antônio Martins Nunes, funcionário do Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados).
Os investigados prestarão depoimentos à PF, que continuará conduzindo as investigações. O inquérito está relacionado à investigação das fake news que tramita sob sigilo desde 2019 e permanece inconcluso.
A operação integra a investigação sobre possíveis vazamentos de dados de autoridades na Receita Federal. Faz parte do inquérito das chamadas fake news aberto em 2019 e que, até hoje, está inconcluso e tramita em sigilo.
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