Plantas tóxicas para cavalos em pastagens representam um risco silenciosoPor isso, cresce o consenso de que a altura do cocho não é um detalhe, mas um ponto-chave do manejo. Ajustar a forma como o alimento é oferecido traz uma série de benefícios comprovados, com reflexos diretos na saúde, no desempenho esportivo e na longevidade. window._taboola = window._taboola || []; _taboola.push({mode:'thumbnails-mid', container:'taboola-mid-article-thumbnails', placement:'Mid Article Thumbnails', target_type: 'mix'});Postura e saúde musculoesquelética
Ao se alimentar com a cabeça baixa, o cavalo mantém pescoço, coluna e dorso alinhados, favorecendo o alongamento natural da musculatura. Isso ajuda a prevenir dores cervicais, rigidez na nuca e problemas na linha superior do corpo. Cochos elevados, ao contrário, forçam a extensão do pescoço e o arqueamento das costas, criando tensão crônica. Digestão mais eficiente e menor risco de cólicas
A posição natural facilita a mastigação prolongada e a produção de saliva, essencial para tamponar a acidez gástrica. Além disso, reduz a ingestão excessiva de ar (aerofagia), um fator associado a desconfortos digestivos e cólicas. Saúde respiratória
Com a cabeça voltada para baixo, ocorre a drenagem natural dos seios nasais, diminuindo o acúmulo de poeira, muco e microrganismos. Esse simples detalhe reduz o risco de infecções respiratórias, especialmente em ambientes fechados. Desgaste dentário equilibrado
A mastigação em posição fisiológica promove um desgaste mais uniforme dos dentes, ajudando a prevenir pontas excessivas, desalinhamentos e problemas de mandíbula. Comportamento e bem-estar
Alimentar-se como faria no pasto reduz o estresse e a frustração, além de estimular movimentos naturais. Não é raro observar cavalos derrubando a ração do cocho alto para comer no chão — um claro sinal de preferência instintiva. A recomendação mais aceita por veterinários e profissionais do manejo é clara: Cochos baixos (ideais)
Devem ficar no nível do solo ou entre 30 e 50 cm de altura. Essa faixa permite que o cavalo coma com a cabeça baixa, respeitando sua biomecânica natural. Profundidade adequada
A profundidade ideal do cocho é de aproximadamente 20 cm, evitando desperdício e reduzindo o risco de mistura da ração com a cama da baia (serragem, maravalha ou palha). Cochos elevados (menos recomendados)
Quando utilizados, exigem cuidado redobrado. A alimentação prolongada nessa posição pode gerar tensão cervical, desgaste dentário irregular e prejuízos à musculatura do dorso. No pasto, o capim ideal apresenta 15 a 20 cm de altura, permitindo que o cavalo paste de forma contínua e confortável. Já no caso de feno ou capim cortado, o mais indicado é oferecê-los diretamente no chão ou em comedouros baixos, permitindo que o animal se curve naturalmente. O concentrado deve ser fornecido com atenção:
evite grandes volumes de ração em uma única refeição. O ideal é dividir em porções menores ao longo do dia, melhorando o aproveitamento nutricional e reduzindo o risco de cólicas. Embora populares, as redes de feno exigem cautela. Cavalos estabulados passam longos períodos puxando e sacudindo a rede, o que pode causar lesões por esforço repetitivo, rigidez na nuca e redução da mobilidade do pescoço. Além disso, a posição elevada da cabeça estimula músculos opostos aos desejados no treinamento, podendo prejudicar a linha superior do animal. Outro ponto de atenção é o risco de acidentes, já que alguns cavalos tentam puxar a rede com as patas, podendo se enroscar. Para quem mantém o cavalo em baia, algumas estratégias simples fazem diferença:





