Os ataques de Israel, que realiza uma incursão no Sul do Líbano nesta quarta-feira (8), mataram ao menos 89 pessoas e feriram outras 722, de acordo com um ministro libanês em comunicado divulgado.
Durante a manhã, o Exército israelense emitiu novos alertas para que moradores do Sul de Beirute, capital do Líbano, e da cidade de Tiro deixem imediatamente as casas e se desloquem para áreas consideradas mais seguras.
O porta-voz em árabe das Forças de Defesa de Israel, Avichay Adraee, alertou sete bairros nos subúrbios do Sul da capital e também avisou os moradores de um prédio em Tiro, o segundo alerta só neste dia.
O gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirma que o Líbano não está incluído no cessar-fogo entre EUA, Israel e Irã anunciado nessa terça-feira (7).
Entretanto, o governo iraniano mostrou insatisfação com os avanços e ameaçou romper o cessar-fogo estabelecido com os Estados Unidos. O Estreito de Ormuz, região responsável por 20% do tráfego global de petróleo e gás natural, foi fechado novamente horas após a reabertura.
Navios petroleiros haviam voltado a atravessar o Estreito de Ormuz, que conecta o Irã aos Emirados Árabes e Omã, nesta quarta-feira, após o acordo de cessar-fogo firmado entre o governo iraniano com os Estados Unidos e Israel.
A plataforma on-line de monitoramento de tráfego marítimo Vessel Finder, que acompanha o deslocamento de navios diversos pelo mundo, registrou um grande fluxo de embarcações na região, após a liberação da passagem na rota que leva cerca de 20% do petróleo e gás natural do mundo.
Entranto, um novo bloqueio do estreito de Ormuz foi anunciado horas após fechar o acordo. A República Islâmica afirma que Israel violou o pacto ao realizar novos ataques contra o Líbano.
(Sob supervisão de Alex Araújo)





