O exército israelense anunciou nesta quinta-feira (9) que atacou e matou um assessor próximo do líder do Hezbollah, Naim Qassem, em Beirute, um dia antes, durante os ataques israelenses que atingiram o Líbano.
"Ontem [quarta-feira, 8], as Forças de Defesa de Israel atacaram na região de Beirute e eliminaram Ali Yusuf Harshi, secretário particular e sobrinho do secretário-geral do Hezbollah, Naim Qassem", afirmou um comunicado militar.
Harshi era "um colaborador próximo e conselheiro pessoal de Qassem e desempenhava um papel fundamental na administração e segurança de seu gabinete", acrescentou o comunicado. O Hezbollah não confirmou a morte do assessor.
No mesmo comunicado, o Exército Israelense afirmou também que realizou novos bombardeios nesta quinta-feira contra alvos do Hezbollah no Líbano. Os ataques aéreos ocorreram durante a madrugada e atingiram duas passagens-chave de armamentos utilizadas pelo grupo terrorista e cerca de 10 depósitos de armas e centros de comando no sul do Líbano.
Os ataques de Israel, que seguiu sua incursão no Sul do Líbano nessa quarta-feira, mataram ao menos 89 pessoas e feriram outras 722, de acordo com um ministro libanês em comunicado divulgado.
Durante a manhã, o Exército israelense emitiu novos alertas para que moradores do Sul de Beirute, capital do Líbano, e da cidade de Tiro deixem imediatamente as casas e se desloquem para áreas consideradas mais seguras.
O porta-voz em árabe das Forças de Defesa de Israel, Avichay Adraee, alertou sete bairros nos subúrbios do Sul da capital e também avisou os moradores de um prédio em Tiro, o segundo alerta só neste dia.
Navios petroleiros haviam voltado a atravessar o Estreito de Ormuz, que conecta o Irã aos Emirados Árabes e Omã, nessa quarta-feira, após o acordo de cessar-fogo firmado entre o governo iraniano com os Estados Unidos e Israel.
A plataforma on-line de monitoramento de tráfego marítimo Vessel Finder, que acompanha o deslocamento de navios diversos pelo mundo, registrou um grande fluxo de embarcações na região, após a liberação da passagem na rota que leva cerca de 20% do petróleo e gás natural do mundo.
Entretanto, um novo bloqueio do estreito de Ormuz foi anunciado horas após fechar o acordo. A República Islâmica afirma que Israel violou o pacto ao realizar novos ataques contra o Líbano.
*Com informações da AFP
(Sob supervisão de Lucas Borges)





