• Sexta-feira, 10 de abril de 2026

Estreito de Ormuz é reaberto, e navios petroleiros voltam a navegar

Embarcações transportam cerca de 20% do petróleo e gás natural global pela região, que foi restabelecida após acordo entre Irã e EUA

Navios petroleiros voltaram a atravessar o Estreito de Ormuz, que conecta o Irã aos Emirados Árabes e Omã, nesta quarta-feira (8), após o acordo de cessar-fogo firmado entre o governo iraniano com os Estados Unidos e Israel.

A plataforma on-line de monitoramento de tráfego marítimo Vessel Finder, que acompanha o deslocamento de navios diversos pelo mundo, registrou um grande fluxo de embarcações na região, após a liberação da passagem na rota que leva cerca de 20% do petróleo e gás natural do mundo.

Por volta das 10h30 (horário de Brasília) desta quarta, foi possível identificar uma série de navios petroleiros na região. Entre as bandeiras presentes no mar, estavam as de Singapura, Libéria e Hong Kong.

De 1º de março a 7 de abril, apenas 307 embarcações passaram pelo estreito, uma queda de 95% em comparação com o período anterior ao conflito, segundo dados da Kpler, proprietários da MarineTraffic, outro serviço de monitoramento naval

Em uma mensagem publicada no X, antigo Twitter, a empresa indicou que o navio de carga NJ Earth, de propriedade de uma companhia grega, e o Daytona Beach, de bandeira da Libéria, passaram pelo estreito às 5h44 e 3h59 em Brasília, respectivamente.

O Irã confirmou, nessa terça-feira (7), o acordo de cessar-fogo com os Estados Unidos e indicou a reabertura do Estreito de Ormuz mediante coordenação com as Forças Armadas do país islâmico por duas semanas. O anúncio ocorre após o presidente americano, Donald Trump, declarar que adiou por duas semanas ataques contra Teerã, desde que o país reabrisse a rota marítima.

Em nota, o ministro dos Negócios Estrangeiros do Irã, Seyed Abbas Araghchi, agradeceu o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, pelos esforços para pôr fim à guerra na região. Segundo Araghchi, as forças armadas do Irã cessarão as “operações defensivas”, se os ataques contra o país forem interrompidos.

(Sob supervisão de Alex Araújo)

Por: Redação

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