• Sexta-feira, 10 de abril de 2026

Israel emite novo alerta de expulsão de moradores no Líbano durante invasão

Desde o início do confronto entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio, Israel tem realizado incursões em território libanês

O Exército de Israel emitiu nesta quarta-feira (8) novos alertas para que moradores do Sul de Beirute, capital do Líbano, e da cidade de Tiro deixem imediatamente as casas e se desloquem para áreas consideradas mais seguras.

O porta-voz em árabe das Forças de Defesa de Israel, Avichay Adraee, alertou sete bairros nos subúrbios do Sul da capital e também avisou os moradores de um prédio em Tiro, o segundo alerta só neste dia.

Os avisos seguem alertas anteriores para Tiro, onde uma grande explosão foi registrada pouco depois, segundo a agência Reuters. Ainda na manhã de quarta-feira, um ataque aéreo em Sidon, no Sul do Líbano, deixou oito mortos e 22 feridos, segundo o ministério da Saúde.

O gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirma que o Líbano não está incluído no cessar-fogo entre EUA, Israel e Irã anunciado nessa terça-feira (7).

A posição israelense contraria a declaração do primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, que ajudou a mediar o acordo e afirmou que o Líbano faria parte da trégua.

Desde o início da guerra, pelo menos 1.530 pessoas morreram no Líbano, incluindo 130 crianças, e milhares ficaram feridas, segundo o ministério da Saúde.

O Irã confirmou, nessa terça-feira (7), o acordo de cessar-fogo com os Estados Unidos e indicou a reabertura do Estreito de Ormuz mediante coordenação com as Forças Armadas do país islâmico por duas semanas. O anúncio ocorre após o presidente americano, Donald Trump, declarar que adiou por duas semanas ataques contra Teerã, desde que o país reabrisse a rota marítima.

Em nota, o ministro dos Negócios Estrangeiros do Irã, Seyed Abbas Araghchi, agradeceu o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, pelos esforços para pôr fim à guerra na região. Segundo Araghchi, as forças armadas do Irã cessarão as “operações defensivas”, se os ataques contra o país forem interrompidos.

*Com informações da CNN

(Sob supervisão de Alex Araújo)

Por: Redação

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