Segurança e imparcialidade
No recurso apresentado em julho, o procurador da República em Tabatinga, Guilherme Diego Rodrigues Leal, argumentou que manter o julgamento na cidade poderia tornar o processo mais lento. O município tem cerca de 60 mil habitantes e fica a mais de 1.100 quilômetros de Manaus, . Além disso, segundo o Ministério Público Federal, existem riscos para a segurança dos envolvidos e o possível comprometimento da imparcialidade dos jurados, caso o julgamento ocorresse em Tabatinga. A ação penal envolve um contexto de conflito entre pescadores e indígenas pela exploração de recursos naturais na região. Com a decisão do tribunal, os processos contra os acusados de executar o crime voltam a tramitar separadamente, o que pode dar mais agilidade ao julgamento de Amarildo da Costa Oliveira e Jefferson da Silva Lima, apontados pelo MPF como executores. Ainda não há data definida para a realização do júri.Em memória aos dois anos da morte do indigenista Bruno Pereira e do jornalista Dom Phillips, imagens foram projetadas na parede do ministério dos Direitos Humanos em 2024 Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
Mais envolvidos no crime
Os dois foram denunciados juntamente com Oseney da Costa de Oliveira como executores do crime, mas o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) acabou excluindo Oseney da pronúncia. Mais cinco pessoas se tornaram rés sob a acusação de ter ajudado na ocultação dos corpos: Francisco Conceição de Freitas, Eliclei Costa de Oliveira, Amarílio de Freitas Oliveira, Otávio da Costa de Oliveira e Edivaldo da Costa de Oliveira. Também responde processo pelo caso Rubén Dario Villar, conhecido como Colômbia, apontado como mandante das mortes. A Justiça Federal no Amazonas aceitou a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra ele. Segundo as investigações, Colômbia é suspeito de atuar no tráfico de drogas e de chefiar uma quadrilha de pesca ilegal atuante no Vale do Javari, que fica na região de fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru. De acordo com a denúncia, Bruno e Dom foram mortos por contrariar os interesses da pesca ilegal na região, ao promoverem a educação ambiental em comunidades indígenas.Ouça na Radioagência Nacional
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