Milho floculado no confinamento: processamento do grão eleva a eficiência alimentar e a rentabilidade
Tecnologia de processamento, o milho floculado melhora a digestibilidade do grão, otimiza conversão alimentar e pode reduzir custos por arroba produzida no cocho
Tecnologia de processamento, o milho floculado melhora a digestibilidade do grão, otimiza conversão alimentar e pode reduzir custos por arroba produzida no cocho O avanço da pecuária intensiva no Brasil tem levado confinadores a revisarem estratégias nutricionais em busca de maior eficiência e rentabilidade. Em um cenário de margens apertadas, custo elevado de insumos e necessidade de ganho de peso acelerado, o processamento do milho – principal fonte energética das dietas de confinamento – tornou-se peça-chave no resultado final da operação. É nesse contexto que o milho floculado vem se consolidando como alternativa estratégica, combinando melhor desempenho animal, maior aproveitamento nutricional e menor desperdício. Tradicionalmente, o milho é utilizado moído ou laminado nas dietas. No entanto, o método de floculação, que envolve a aplicação de vapor sob alta temperatura seguida de prensagem em rolos para formação de “flocos”, altera significativamente a estrutura do amido do grão. Essa modificação física aumenta sua disponibilidade no rúmen, favorecendo a digestão e a eficiência alimentar. Clique aqui para seguir o canal do CompreRural no Whatsapp
Mais digestibilidade, melhor conversão O principal diferencial do milho floculado está na gelatinização do amido. Durante o processo com vapor, o amido sofre alterações estruturais que facilitam a ação dos microrganismos ruminais. O resultado prático é um aumento na digestibilidade energética da dieta, refletindo em maior ganho médio diário (GMD) e melhor conversão alimentar. window._taboola = window._taboola || [];
_taboola.push({mode:'thumbnails-mid', container:'taboola-mid-article-thumbnails', placement:'Mid Article Thumbnails', target_type: 'mix'});Na prática do confinamento, isso significa que o animal pode atingir o peso de abate em menos tempo ou com menor consumo total de matéria seca para produzir a mesma arroba. Em operações de grande escala, essa diferença impacta diretamente o custo por quilo ganho. Além disso, o milho floculado tende a apresentar melhor uniformidade de partículas em comparação ao milho moído, reduzindo a seleção no cocho. Isso contribui para um consumo mais equilibrado da dieta e menor risco de distúrbios metabólicos associados à ingestão irregular de concentrado. Menos desperdício e maior aproveitamento do grão com o milho floculado Outro fator relevante é a redução de perdas. No milho tradicionalmente moído, parte do grão pode atravessar o trato digestivo sem ser completamente aproveitada, especialmente quando o processamento não é eficiente. Com a floculação, há maior aproveitamento do amido, o que diminui a excreção de grãos inteiros nas fezes. Esse ponto tem reflexo direto na eficiência do confinamento. Quando há menor perda fecal de amido, há melhor retorno sobre o investimento em alimentação, que representa a maior parcela do custo operacional do sistema intensivo. Além disso, a textura do floco reduz poeira e melhora a palatabilidade da ração, favorecendo o consumo e reduzindo desperdícios no cocho.
Impacto na rentabilidade do confinamento Em termos econômicos, o milho floculado pode apresentar custo industrial superior ao milho simplesmente moído. No entanto, a análise deve considerar o sistema como um todo. Quando o aumento de desempenho, a melhora na conversão alimentar e a redução no ciclo de engorda são incorporados ao cálculo, muitos confinadores relatam redução no custo por arroba produzida. A lógica é simples: se o animal ganha mais peso por quilo de ração consumida, o custo unitário de produção diminui. Em um ambiente de alta competitividade e volatilidade de preços da arroba, pequenos ganhos de eficiência fazem grande diferença no resultado final. Cuidados e planejamento são fundamentais Apesar das vantagens, o uso do milho floculado exige planejamento técnico. Dietas com maior disponibilidade de amido precisam ser balanceadas com fibra efetiva adequada e correta adaptação dos animais para evitar quadros de acidose ruminal. A recomendação é que a adoção da tecnologia seja acompanhada por nutricionista ou consultor especializado, garantindo formulações ajustadas à categoria animal, fase de engorda e metas de desempenho.
Além disso, a viabilidade econômica depende de fatores como escala de produção, logística de fornecimento e estrutura do confinamento. Em sistemas menores, o custo de aquisição pode ser um limitador, enquanto em operações maiores o ganho de eficiência tende a compensar o investimento. Tendência de intensificação Com a intensificação da pecuária de corte brasileira e a busca por maior produtividade por área, tecnologias que elevem a eficiência alimentar devem ganhar cada vez mais espaço. O milho floculado se insere nesse movimento como ferramenta de gestão técnica e econômica, alinhada à necessidade de produzir mais carne com menor custo por unidade. Em um confinamento onde cada detalhe impacta o resultado final, o processamento do grão deixa de ser apenas uma etapa operacional e passa a ser estratégia. E, nesse cenário, o milho floculado surge como opção cada vez mais considerada por produtores que buscam melhor desempenho animal, menor desperdício e maior rentabilidade no cocho.
Por: Redação





