Os ministros Nunes Marques, Cármen Lúcia e André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), anteciparam seus votos nesta quarta-feira (9) e defenderam que a escolha do governador-tampão do Rio de Janeiro seja feita por meio de eleições indiretas.
Os três acompanharam o entendimento do ministro Luiz Fux, que abriu divergência no julgamento ao se posicionar contra o voto do relator, Cristiano Zanin, favorável à realização de eleições diretas.
Com isso, o placar parcial está em 4 votos a 1 a favor das eleições indiretas — modelo em que o novo governador é escolhido pelos deputados da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), e não pelo voto direto da população.
O julgamento foi suspenso após o ministro Flávio Dino pedir vista, ou seja, mais tempo para analisar o caso.
Mesmo com a paralisação, Nunes Marques e Mendonça optaram por antecipar seus votos. A análise será retomada após a devolução do processo por Dino.
O STF analisa um recurso apresentado pelo diretório estadual do PSD, que defende a realização de eleições diretas para o comando interino do estado.
A controvérsia surgiu após decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que tornou o então governador Cláudio Castro inelegível. Diante disso, foi determinada a realização de uma eleição para um mandato-tampão.
Na véspera do julgamento no TSE, Castro renunciou ao cargo dentro do prazo de desincompatibilização para disputar o Senado. A medida foi interpretada por aliados como uma tentativa de viabilizar a realização de eleições indiretas.
A necessidade de um novo pleito também está ligada ao esvaziamento da linha sucessória no estado. O ex-vice-governador Thiago Pampolha deixou o cargo em 2025 para assumir uma vaga no Tribunal de Contas do Estado.
Já o então presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, foi cassado na mesma decisão que atingiu Castro.
Atualmente, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), Ricardo Couto de Castro, exerce interinamente o governo do estado.





