O papa Leão XIV elogiou nesta quarta-feira (8) o cessar-fogo de duas semanas na guerra com o Irã. A comemoração surge horas depois de ter classificado como "inaceitável" a ameaça do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra a população iraniana.
O pontífice, que se apresentou como um crítico ferrenho da guerra nas últimas semanas, disse que acolheu com satisfação o anúncio do cessar-fogo e pediu a continuidade das negociações para pôr fim ao conflito regional.
"Diante destas últimas horas de grande tensão para o Oriente Médio e para o mundo inteiro, acolho com satisfação... o anúncio de uma trégua imediata de duas semanas", declarou ele, que é o primeiro papa dos EUA, em audiência semanal.
"Só por meio do retorno às negociações será possível pôr fim à guerra", afirmou o papa.
Leão XIV, conhecido por escolher as palavras com cuidado, tem intensificado as críticas à guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã.
Após Trump ameaçar o Irã nessa terça-feira (7), dizendo que "uma civilização inteira morrerá esta noite" se o país não atendesse às exigências americanas de um cessar-fogo, o pontífice declarou a jornalistas que a ameaça era "verdadeiramente inaceitável".
É raro o papa, que lidera 1,4 bilhão de católicos em todo o mundo, responder diretamente a um líder mundial.
O Irã confirmou, nessa terça-feira (7), o acordo de cessar-fogo com os Estados Unidos e indicou a reabertura do Estreito de Ormuz mediante coordenação com as Forças Armadas do país islâmico por duas semanas. O anúncio ocorre após o presidente americano, Donald Trump, declarar que adiou por duas semanas ataques contra Teerã, desde que o país reabrisse a rota marítima.
Em nota, o ministro dos Negócios Estrangeiros do Irã, Seyed Abbas Araghchi, agradeceu o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, pelos esforços para pôr fim à guerra na região. Segundo Araghchi, as forças armadas do Irã cessarão as “operações defensivas”, se os ataques contra o país forem interrompidos.
*Com informações da CNN
(Sob supervisão de Alex Araújo)





