• Quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

"Vamos meter a colher, sim”, diz Lula sobre feminicídio

Presidente disse, em cerimônia do pacto contra o feminicídio, que é “inaceitável” que a sociedade continue se omitindo.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) parafraseou o ditado “em briga de marido e mulher não se mete a colher” ao afirmar que a sociedade não pode se omitir frente à violência contra a mulher. “Vamos meter a colher, sim”, disse. 

A declaração foi dada nesta 4ª feira (4.fev.2026) na cerimônia de lançamento do Pacto Nacional Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio, no Palácio do Planalto. O pacto, articulado pela primeira-dama Janja da Silva, foi assinado pelos representantes dos Três Poderes. 

O presidente afirmou que o Brasil “se cala” diante de cenas de abuso e violência. “É inaceitável que mulheres continuem sendo espancadas e assassinadas todos os dias sob o olhar de uma sociedade que peca por omissão”, disse o petista em seu discurso. 

O tema ganhou destaque no final do ano passado, durante uma onda de assassinatos de mulheres. Em 2025, o país bateu recorde no número de mulheres mortas apenas por serem mulheres, com uma média de 4 mortes por dia. 

A primeira-dama e algumas das ministras chegaram a participar de um ato em Brasília contra o feminicídio em 7 de dezembro. Na ocasião, Janja pediu penas mais duras em situações de violência contra à mulher. 

O presidente tem adotado uma posição mais firme nesse quesito depois de pedidos de Janja. No início do discurso desta 4ª feira (4.fev), Lula a agradeceu por tê-lo “alertado tantas vezes sobre a gravidade da violência contra à mulher”. 

A assinatura do pacto, até o momento, é um ato mais simbólico do que prático, já que não há o repasse de verbas para novas ações governamentais. A assinatura cria o comitê para a articulação dos Três Poderes em ações já existentes. 

Participaram da cerimônia ministros, congressistas e autoridades dos Três Poderes, entre eles:

Por: Poder360

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