“A agenda representa novas oportunidades de cooperação bilateral, especialmente em termos econômicos, turísticos, agrícolas, energéticos e sustentáveis”, destacou a Presidência, em comunicado.
Agenda bilateral
Brasil e Índia mantêm parceria estratégica desde 2006 e, durante a visita, devem ser firmadas parcerias sobre terras raras e minerais críticos. Também está prevista a assinatura da declaração Brasil-Índia sobre parceria digital para o futuro. A visita será oportunidade para o reforço político às negociações de ampliação do acordo de comércio Mercosul-Índia, além de oficializar o novo prazo de validade de vistos de negócios e turismo, de cinco para dez anos, entre os países. São esperados ainda avanços nas colaborações entre a Embraer e a indiana Adani Defense & Aerospace, uma das empresas que lideram o setor aeroespacial indiano. Em 2025, a Índia foi o quinto maior parceiro comercial do Brasil, com corrente de comércio de US$ 15,2 bilhões. Atualmente, a Índia é o 10° destino das exportações do Brasil. Entre os produtos mais exportados estão óleos brutos de petróleo, açúcares e melaços, gorduras e óleos vegetais, e minério de ferro. De acordo com o governo, as relações entre Brasil e Índia passam por um momento de ascensão, sustentadas por complementaridades econômicas e tecnológicas. Um dos acordos firmados entre o Brasil e a Índia - durante visita do primeiro-ministro Modi, no ano passado - foi o conjunto de estruturas de relações bilaterais de cinco pilares prioritários para os próximos dez anos. São eles: defesa e segurança; segurança alimentar e nutricional; transição energética e mudança de clima; transformação digital e tecnologias emergentes; e parcerias industriais. A Índia também é uma potência farmacêutica e de tecnologia em saúde e devem ser firmados acordos no setor para atração de investimentos, acesso a novos medicamentos e pesquisa pelo Brasil. Lula e Narendra Modi têm posições coincidentes na pauta internacional e devem firmar documento sobre temas como desafios ao multilateralismo e ao comércio internacional; mudanças no Conselho de Segurança das Nações Unidas; e a situação de Gaza. Lula ainda participará da inauguração do escritório da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) na Índia. A instituição está organizando um fórum empresarial que já conta com a participação de mais de 300 empresários brasileiras, de setores como agropecuário, saúde, tecnologia, minérios, alimentos e fármacos.Coreia do Sul
Lula fica em Nova Délhi até sábado (21) e, de lá, segue para Seul, na Coreia do Sul. Entre os dias 22 e 24 de fevereiro, o presidente Lula se reunirá com o presidente sul coreano, Lee Jae Myung, e com executivos de grandes empresas do país asiático. Também está previsto um fórum empresarial com cerca de 230 empresários brasileiros. O governo brasileiro pretende, com a viagem, ampliar o comércio entre os dois países e, para isso, deve ser assinado o Plano de Ação Trienal 2026-2029, que visa elevar o nível do relacionamento entre os países para uma parceria estratégica. As ações devem alavancar negócios em áreas como agricultura, desenvolvimento agrário, aviação, comércio, saúde, cooperação financeira, cosméticos, fármacos, ciência e tecnologia. O comércio bilateral Brasil-Coreia do Sul chegou a US$ 10,8 bilhões em 2025. O país ocupa o 13° lugar de destino das exportações brasileiras e entre os principais itens vendidos estão óleos brutos de petróleo, minério de ferro, farelos de soja, álcool, e café não torrado. Relacionadas
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